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Jogos: Gleylancer – Análise

Gleylancer (ou Gley Lancer), é um shoot ’em up lançado originalmente para a Sega Mega Drive, em 1992, apenas no Japão, mas que regressa agora para as consolas actuais de todo mundo, numa emulação oficial.

Tem havido um grande revivalismo no género Shmup, com inúmeros lançamentos e relançamentos nos últimos tempos, como demos conta no primeiro episódio do nosso podcast “Paranoia Coletiva” (que pode ser visto no nosso canal de YouTube ou ouvido no Spotify e em muitas outras Apps de podcasts) e Gleylancer é mais que se juntou à lista em meados de Outubro de 2021.

Não sendo o melhor que testei de cerca de 10, também não é o pior. Este jogo que conta com 10 níveis de dificuldade altíssima, é capaz de ficar a meio da tabela.

Tem algumas características que o diferem de outros jogos, como por exemplo o facto de poder escolher a velocidade com que manipulamos a nossa nave (4 diferentes), ou escolher a maneira como os canhões especiais que gravitam à nossa volta se comportam, para melhor se adaptarem à nossa forma de jogar, ou então para poder dar mais algum tempo de vida ao jogo e poder terminá-lo várias vezes com formas de jogar diferentes. O interessante é que apesar destas opções poderem ser escolhidas no início de cada partida, podemos também alterar a qualquer altura durante a partida ao carregar apenas num botão, graças aos muitos botões que agora têm os comandos das consolas de hoje em dia.

Como disse acima, a dificuldade é elevada, o que é normal para jogos desta altura, visto que as consolas não tinham capacidade para jogos muitos longos e assim, com alto grau de dificuldade, as hipóteses de terminar o jogo em pouco tempo seriam minimizadas. Mas um dos factores que elevam essa dificuldade é até uma questão puramente visual. Os fundos são tão ricos, principalmente os do primeiro nível em que circulamos numa cintura de asteroides, que facilmente se confunde com o fogo inimigo, baralhando-nos por completo.

Mas não se preocupem, pois como vem sendo hábito neste tipo de emulações, podemos pausar a qualquer momento, numa altura que nos esteja a correr bem, e gravar o jogo. Ou então, apenas com o premir de um botão, qual deus celestial, podemos simplesmente retroceder no tempo até uns segundos da nossa morte, e simplesmente antecipar aquilo que nos matou, fugindo do perigo.

“O cheat está entre nós”.

Ah, mas só para ser do contra, os bosses finais acabam por serem muito simples e até fáceis…

Os níveis acabam por ser variados e interessantes com o ecrã a deslocar-se maioritariamente da esquerda para a direita, mas com várias alturas do jogo em que se desloca para cima, para baixo, para a trás e até na diagonal. Há também partes do jogo onde podemos fazer descansar os canhões e temos de ter apenas a perícia suficiente para manobrar a nossa nave e desviar-nos do perigo iminente.

Com uma história interessante, passada no longínquo ano de 2025, (pelo menos para 1992, era), um dos pontos altos do jogo é sem dúvida a sua banda sonora com uma grande variedade de músicas e quase todas elas daquelas que facilmente nos ficam no ouvido e passamos o resto do dia a cantarolar. (Ouçam em cima a escolhida para o trailer e vão logo perceber isso).

 O jogo está disponível para PlayStation 4, Microsoft Xbox e Nintendo Switch por apenas €5,95.

Classificação: 6.7


Paranoia Coletiva #1 – Shovelware e Shoot ’em ups

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