Central Comics

Banda Desenhada, Cinema, Animação, TV, Videojogos

Jogos: Análises de Everhood, Hot Brass, Mail Mole, Kill It With Fire e Dat Gaem

Hoje trazemos mais uma ronda de análises a videojogos. Aqui, iremos apresentar entre três a cinco jogos, e pequenas análises sobre os mesmos. Os jogos desta vez serão Everhood, Hot Brass, Mail Mole, Kill It With Fire e Dat Gaem.

Hot Brass (PC) – Já disponível

Hot Brass

Hot Brass é um daqueles jogos que gosto de pensar que teve inspiração por parte de Hotline Miami. No entanto, com gráficos ainda mais minimalistas, especialmente porque somos representados por pequenas bolas que têm a arma que estamos a utilizar no momento.

Neste jogo de ação controlamos um operativo da SWAT em variadas missões, como resolver uma situação de reféns ou até mesmo apanhar um gangue de motociclistas. Para tal, temos imensos desafios e temos que aprender aos poucos como nos comportar em cada situação. Preparem-se para momentos de dificuldade, mas que, depois, ao final de vermos uma ou duas vezes o mapa completo, conseguimos completar as missões sem grandes problemas ou alaridos.

Cada equipamento que encontramos ao longo do caminho serve para infiltrar e resolver a situação, sendo necessários vários equipamentos específicos para cada missão e muita estratégia, principalmente porque não podemos utilizar sempre a entrada mais obvia e também temos que saber utilizar o que temos ao nosso redor, para assegurar a nossa segurança.

É um jogo impressionante, mesmo com tanta simplicidade pelo meio, no entanto, o mais divertido é mesmo poder jogar até 4 jogadores, tanto online, como no sofá com a família e amigos. Preparem-se para situações pesadas e doidas para resolver cada cenário, mas, ao mesmo tempo, tornem-se uns especialistas em termos de missões SWAT.

Nota Final: 6/10

Everhood (PC, Nintendo Switch) – Já disponível

Everhood

Everhood é estranho. Não existe melhor forma de o descrever. Um jogo capaz de deixar até os maiores fãs de RPG’s com dúvidas do que estão a jogar. Sim, porque Everhood considera-se o RPG menos convencional que alguma vez existiu.

Estamos num belo mundo feito em pixelart e em que o tempo parou. Embarquem numa aventura completamente louca onde devemos esperar o que não é esperado. Conheçam personagens mirabolantes e preparem-se para uma aventura bastante estranha, mas cheia de música.

Existe algo, no entanto que me incomodou enquanto jogava Everhood. É demasiado gráfico. Entendo que queiram fazer piadas e que a história necessite um pouco de exposição gráfica, mas, ao mesmo tempo, acho que é um exagero. Por outro lado, a história também é bastante curta para um RPG, especialmente se tivermos em conta que são apenas 6 horas e, ao final delas, não nos apetece voltar a embarcar na aventura.

Por outro lado, as batalhas serem todas musicais, um pouco ao estilo de Guitar Hero, estranhamente agradou-me, pois, foi como uma lufada de ar fresco. Outro ponto positivo é o facto de podermos criar as nossas próprias batalhas, acabando por trazer um pouco de profundidade ao jogo. No entanto, não seria jogo que repetiria muitas vezes.

Nota Final: 4/10

Mail Mole (PC, Nintendo Switch, Xbox One, PlayStation 4) – Já disponível

Mail Mole

Em toda a história dos videojogos já existiram jogos de plataformas com os mais diversos animais. No entanto, chega-nos um jogo em que controlamos uma toupeira que é também carteiro.

A história de Mail Mole é a de Molty, que precisa de ajudar Carrotland a recuperar a energia que precisa para sobreviver. Eis que ele parte numa aventura em que faz novos amigos, corridas bizarras e visita mundos completamente mágicos. Preparem-se também para receber acessórios bastante engraçados para fazer a nossa toupeira ser a mais estilosa de baixo de terra.

Como é natural, grande parte do tempo passamos debaixo de terra, mesmo existindo vários movimentos que conseguimos fazer em cima da terra. No entanto, acaba por ser bastante divertido a forma como pegaram num animal tão peculiar e o transformaram no herói de uma história.

A única coisa menos boa é a ausência de desafio. Não achei que fosse particularmente difícil jogar Mail Mole. No entanto, continua a ser uma brilhante aventura, numa terra bastante agradável de se visitar, acabando por prestar uma bela homenagem aos jogos de plataformas que inspiraram este.

Nota Final: 8/10

 

Dat Gaem (Nintendo Switch) – Já disponível

Dat Gaem

Voltando um pouco aos jogos bizarros, desta vez temos Dat Gaem. Temo, no entanto, que este seja o jogo mais fraco desta lista. Especialmente porque é impossível entender o que os desenvolvedores tentaram fazer aqui.

Compreendo em parte que tentaram fazer um jogo cheio de sátira, mas falharam completamente. Na realidade, nem encontrei uma história neste jogo, com gráficos que parecem saídos de um modo de jogo feito no Roblox por um míudo de 10 anos. Bem, diria que um jogo de Roblox seria melhor.

Há momentos em que estamos num RPG, noutros num jogo de espiões, não existe um fio condutor decente. A única coisa que poderia ser decente seria o dialogo e, mesmo esse, é feito com memes e piadas sem graça nenhum. Não entendo como foi possível ser desenvolvido um jogo assim.

Aproveito também para mostrar que é alarmante a quantidade de jogos maus que chegam à consola da Nintendo. Parece que não existe um controlo de qualidade de exceção como seria de esperar. Por isso, tal como este Dat Gaem, poderão encontrar jogos muito maus na consola, o que é pena.

Nota Final: 1/10

Kill It With Fire (Nintendo Switch, PC, PlayStation 4, Xbox One, Android) – Já disponível

Kill It With Fire

Para terminar este espetáculo de bizarrias, temos Kill It With Fire. O nosso objetivo? Matar aranhas. Preparem o fogo, porque está na hora de lutar contra as pragas das aranhas e queimar tudo no nosso caminho.

Dizer que usamos apenas fogo é errado, porque bem…podemos utilizar qualquer coisa. Até a lista onde mostra as nossas missões. As áreas são pequenas, mas ao mesmo tempo é realmente divertido tentar seguir o som das aranhas e vê-las a fugir em pânico enquanto as tentamos matar. Podendo não parecer, este jogo tem uma história subentendida, que irá levar muitos a especular sobre ela.

Graficamente, é também muito interessante. Aposta num estilo bastante cartoon, mas ao mesmo tempo, sentimo-nos como se estivéssemos num mundo onde os melhores exterminadores combatem contra aranhas das formas mais idiotas e parvas que podemos imaginar, mesmo sendo divertido ser um agente do caos.

Se querem um jogo para se divertirem a curto prazo, já que existem poucos níveis, está aqui a vossa proposta. Mesmo com esses poucos níveis, existem imensas formas de matar tudo o que é aranha e causar a maior confusão nas áreas em que nos propõe missões. Penso também que seja um jogo bastante dedicado a criadores de conteúdos e não me surpreenderia se virasse uma tendência nos gameplays nos próximos tempos.

Nota Final: 7/10

Ficha Técnica

Hot Brass

Developer: Walk with Kings

Editora: Hunters FanClub

Everhood,

Developer:  Chris Nordgren, Jordi Roca

Editora: Foreign Gnomes, Surefire.Games

Mail Mole

Editora: Undergames

Dat Gaem

Editora: Ultimate Games

Kill It With Fire

Editora: tinyBuild Games

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *