Jogos: Análise – Wreckfest (2019)

Quando em 2004, a Bugbear Entertainment lançou FlatOut, um jogo de corridas remanescente dos clássico da PlayStation, Destruction Derby, juntando uma boa dose de destruição realista nos carros, o furor era causado pelo divertimento de ver o condutor a ser atirado pelo vidro da frente e as peças do carro caírem. Tendo apenas desenvolvido a sua sequela, a Bugbear deixou de lado as restantes sequelas, desenvolvendo mais tarde este Wreckfest.

Quatro anos depois do inicio do seu desenvolvimento atribulado, e pouco mais de um ano em Early Access na Steam, eis que o jogo faz a sua estreia nas consolas, contando com uma versão em PS4 e Xbox One (versão em análise).

Numa primeira impressão, tudo aparenta estar igual. Os carros continuam frágeis, ficando amolgados por cada batida que leva dos seus oponentes. A banda sonora, constituída principalmente por grupos fora do mainstream, são mais do que perfeitos para o ambiente de corridas amadoras dos derbies de destruição; e a quantidade de carros e pistas disponíveis é enorme. Se na altura estava maravilho, as coisas estão prestes a serem melhores.

Há momentos altamente divertidos em Wreckfest, onde a sua dificuldade poderá ditar a forma que deverão conduzir para vencerem as provas, algo que tende ser desafiante. Mesmo na sua dificuldade mais baixa, basta um pequeno deslize para perder o primeiro lugar e terminar algures no top 10, enquanto que nas restantes, basta o mesmo acontecer para ficar em último. Faz tudo parte da experiência, forçando o jogador a pensar na sua estratégia, enquanto evita os brutais acidentes.

Wreckfest, conta com um grande aumento no número de carros, com veículos Americanos, Europeus e Japoneses nas suas formas genéricas, mas suficientemente reconhecíveis para quem conhecer os automóveis a que são inspirados. Estes também podem ser personalizados, ainda que de forma limitada, com várias decorações alusivas ao género de carro, mas podendo escolher com maior facilidade as suas cores.
A isto ainda se adicionam outros veículos especiais como limousines, autocarros e colheitadeiras. Também poderão contar com uma grande variedade de localizações, cada uma com as suas variantes, desde pistas de corrida a arenas de destruição.

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O modo carreira está dividido em diversos campeonatos, onde ganham pontos para desbloquear novos desafios e dinheiro para mais carros e upgrades. Esta progressão nem sempre é feita de modo linear, deixado ao nosso critério a escolha de desafios e torneios que queremos competir, podendo saltar entre eles.

Novamente a música é um dos grandes destaques de Wreckfest, com uma playlist de metal e hard rock, com algum techno, que inclui Jay Ray, Blind Channel, One Desire, Oceanhoarse, entre muitos outros. Esta banda sonora não poderia ser melhor para o ambiente do jogo, que quase nos faz apetecer baixar os sons dos carros a ouvirmos melhor.

Durante a análise deparámos com alguns tempos de carregamento ligeiramente longos e algum lag em situações de destruição extrema, onde peças e pneus saltavam por todo o lado. Fora isto, o jogo não apresenta grandes problemas na sua jogabilidade, mas a sua condução requer alguma habituação.

Como um todo, Wreckfest é definitivamente um dos jogos que mais podemos nos orgulhar ver de volta às consolas, já que foi capaz de trazer para a geração actual o divertimento de deixar os carros a caírem aos bocados, enquanto convertemos a nossa raiva em velocidade furiosa. Garantido são muitas horas de divertimento, onde só terminam quando forem o último carro vivo.

Nota Final: 8/10

[A Central Comics agradece à Dead Good Media.]

Ricardo Du Toit

Fã irrepreensível de cinema de todos os géneros, mas sobretudo terror. Também adora queimar borracha em jogos de carros.

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