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Jogos: Análise – Exit The Gungeon

Entre 2016 e 2017 foi lançado Enter The Gungeon, um roguelike diferente do habitual para tudo o que era consola. E em 2019 e 2020 nasce Exit The Gungeon, um derivado que, ao mesmo tempo, trata-se de uma sequela do jogo acima referido porque bem, se entramos num sítio, temos que sair dele correto?

Para começar, estamos a falar de um conceito completamente diferente de Enter The Gungeon. Em Exit The Gungeon jogamos numa perspetiva 2D, enquanto matamos tudo o que mexe e se apresenta à nossa frente, de forma a subirmos nos elevadores que iremos usar para escapar, podendo ou não, aparecer uma sala onde temos um pouco mais de liberdade e, o eventual chefe enquanto andamos de elevador. No entanto, a mecânica de jogabilidade pouco mudou. Podemos saltar, desviar de balas e disparar a ritmos alucinantes, tornando o jogo o mais divertido possível. E, já que falamos de jogabilidade tenho que dizer-vos, caros leitores, que isto sim é um jogo difícil. Quando o jogarem vão morrer uma quantidade de vezes absurdas, mas vão sentir vontade de tentar escapar de novo. E, se não se sentirem confortáveis com a personagem que estão a utilizar podem trocar entre quatro personagens (existindo outras que poderão desbloquear), mesmo que isso significa que apenas estejam a mudar de pele, pois a jogabilidade em nada muda. Por isso, podem escolher entre o The Pilot, o The Marine e as meninas The Hunter e The Convict. No entanto, tenho pena que o simples facto de mudar de personagem não signifique completamente nada.

Porém, tenho que admitir que me deliciei com os inimigos. A maioria deles são de Enter The Gungeon está certo, mas, poder ver novamente balas com armas a correr na nossa direção ou os fantasmas com AK-47s em punho fez-me sorrir. São um enorme leque de inimigos coloridos que fará qualquer um sorrir, especialmente pelo facto de serem bastante bem pensados. E, se houve outra coisa que adorei no jogo mais do que da jogabilidade e dos inimigos foi decididamente o som. Não pensem que é a melhor banda sonora que vão ouvir num jogo, longe disso. No entanto, encaixa que nem uma luva na loucura que é este jogo. É andar aos saltos e aos tiros ao som de uma banda sonora frenética que, para dizer a verdade, é capaz de deixar qualquer um doido ao fim de vários minutos seguidos a ouvir.

É também interessante verificar uma grande mudança na jogabilidade. Trata-se do facto de a nossa arma estar sempre abençoada e nunca perdermos munição, o que parece que torna o jogo mais simples. No entanto, há um pequeno senão. Entre momentos, a arma pode trocar. E isto pode ser uma grande dor de cabeça. Estamos com uma arma de lasers que consegue derrubar quando inimigo e, sem que nada o denuncie, trocamos para uma arma em que disparamos ranho. Atenção, a arma continua a ser útil, mas claramente faz com que os jogadores possam sentir-se em desvantagem.

Por fim, gostava de falar da durabilidade do jogo. É óbvio que se trata de um jogo com muito valor em questões de voltar a jogar, mas, enquanto sinto que isso é ótimo, também sinto que o jogo é demasiado mobile e que foi completamente pensado para a plataforma em que foi lançado inicialmente, o Apple Arcade. Por isso, cerca de 3 ou 4 horas de jogo por cada escapatória sabe a pouco.

Resta concluir que, excluindo a durabilidade do jogo, Exit The Gungeon trata-se de um belo jogo que, mesmo não divertindo por muitas horas (a não ser que queiram desbloquear tudo) vai deixar qualquer jogador deliciado com o que tem pela frente.

Nota Final: 8/10

Exit The Gungeon está disponível para PC (versão testada), Nintendo Switch e Apple Arcade

O Central Comics agradece à Cosmocover

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