Cinema: Crítica – Knives Out: Todos São Suspeitos (2019)

Há décadas que os mistérios de Agatha Christie e Sir Arthur Conan Doyle invadem a imaginação na literaturas, e as suas subsequentes adaptações para cinema e televisão, dando vida às histórias de descoberta de quem é o assassino. Mas Rian Johnson, no seu primeiro filme após Star Wars: Episódio VIII – Os Últimos Jedi, decidiu pegar numa ideia que já tinha há cerca de 15 anos e criar Knives Out: Todos São Suspeitos.

Quando Harlan Thrombey (Christopher Plummer), um dos maiores romancistas de crime de sempre, é encontrado morto em sua casa após o seu 85º aniversário, e a sua morte é investigada pelo excêntrico detective Benoit Blanc (Daniel Craig), que, com o seu estranho sotaque,  suspeita da família disfuncional, revelando muitos segredos.

É difícil falar de Knives Out: Todos São Suspeitos sem entrar em território de spoilers, desde já recomendando que o filme seja visto com o mínimo de informação possível para maior aproveitamento. Dito isto, estamos perante um dos filmes mais engenhosos e divertidos do ano, a começar com o crime em si, e a aparente impossibilidade de ter havido um verdadeiro crime cometido, passando por um elenco incrível, composto por Chris Evans, Jamie Lee Curtis, Toni Colette, Michael Shannon e muitas outras caras conhecidas.

Durante pouco mais de duas horas, Johnson mostra a sua capacidade inerente de contar histórias originais, desta vez sem nenhuma corporação em cima dele a controlar a narrativa, provando que o formato consegue vingar no grande ecrã, invés de estender a história em múltiplos episódios, como se tem visto nos últimos anos em televisão. Todos os pormenores são importantes, cada um oferecendo uma peça do grande puzzle, deixando-nos no ar em como tudo está ligado.

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Talvez o maior destaque de todos é Ana de Armas, a actriz cubana que tem feito furor nos últimos tempos, em filmes como Knock Knock e Blade Runner 2049, que aqui está no centro de todas as atenções e cumprindo a sua agenda de representar papéis principais diversificados, que, em simbiose natural entre comédia e suspense do argumento de Johnson, faz com que este seja o regresso em boa forma por parte do realizador norte-americano.

Assim, Knives Out: Todos São Suspeitos, mostra que ainda existe uma grade necessidade de conteúdo original no cinema, pegando num conceito clássico e dando-lhe muitas reviravoltas, resultando num filme que nos leva a emoções extremas, entre o riso incontrolável perante os diálogos, seja de como toda a história prossegue o seu caminho, com momentos de nos deixar boquiabertos, enquanto percebemos o que realmente aconteceu a Harlen.

No fundo, é o filme que Agatha Christie se mais orgulharia em inspirado e visto.

Nota Final: 9/10

Ricardo Du Toit

Fã irrepreensível de cinema de todos os géneros, mas sobretudo terror. Também adora queimar borracha em jogos de carros.

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