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Cinema: Crítica – Uncharted (2022)

O universo das adaptações cinematográficas baseadas em vídeojogos já foi mais que falada, com uma notória evolução na sua abordagem. Se na década de 90 os filmes tinham que ser mais criativos que o seu material original, pois a nível narrativo eram ambiguous, hoje parecem sofrer do mal de não conseguirem idealizar um filme de duas horas capaz de condensar uma experiência com mais de dez. Enquanto que Arcane fez sucesso na Netflix com o lore de League of Legends, Uncharted é um do filmes que cai sob a última, contando com quatro grandes jogos nas consolas principais PlayStation.

Conhecemos Nathan Drake (Tom Holland), um jovem com um enorme conhecimento sobre a história do mundo e dos seus tesouros, que se mete em sarilhos casuais enquanto bartender e ladrão discreto. Um dia ele conhece Victor Sullivan (Mark Wahlberg), um caçador de fortunas que está prestes a encontrar um dos tesouros mais bem escondidos da historia: o outro escondido pela tripulação de Fernão de Magalhães. Isto leva-os numa viagem pelo mundo, e numa missão contra o tempo, pois não são os únicos em busca deste tesouro, com Santiago Moncada (Antonio Banderas) também à procura dele.

A ideia de um filme baseado em Uncharted fora um demorou a chegar, com o seu desenvolvimento inicial a datar desde 2008, pouco mais de um ano depois do lançamento do primeiro jogo. Mas foi um fan-film protagonizado por Nathan Fillion que catapultou o grande interesse do público, inclusive uma campanha pública para que o actor de Firefly encarnasse a personagem. Mas a Sony teve outras ideias, formatando o projecto para aquilo que é este filme.

Aquilo que mais fez destacar os jogos, com um potencial óbvio cinematográfico, aqui foi destilado para as massas. Naturalmente, e como seria esperado, o filme é feito para ser visto tanto por fãs dos jogos, como fãs de obras de acção e aventura, ao bom estilo de Indiana Jones. Neste caso em particular, tanto se perde de único da personalidade das personagens deste universo, como grande parte do filme é uma mescla de sequências de acção sem grande impacto, onde facilmente poderíamos mudar os nomes que não faria grande diferença.

Ainda que a recriação de algumas das cenas dos jogos seja um dos pontos altos, a participação de Chloe Frazer (Sophia Ali), outra caçadora de fortunas, faz com que possa ser reconhecido o esforço feito para que esta primeira entrada fosse uma experiência só por si, deixando em aberto o esperado futuro para sequelas; culminando num filme divertido, apesar de tudo. Após Venom e Zombieland: Tiro Duplo, Ruben Fleischer faz exactamente aquilo que faz de melhor: um blockbuster que entretém em quantidade q.b.

Assim, Uncharted dá os primeiros passos no grande ecrã, com uma adaptação que cumpre pouco mais que o mínimo para ser um filme decente de acção e aventura, levando-nos numa viagem capaz de nos distrair por duas horas de forma competente, deixando-nos curiosos no que as possíveis sequelas poderão trazer.

Nota Final: 5/10

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