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Cinema: Crítica – Um Homem Chamado Otto (2022)

Hollywood quase sempre teve uma boa noção dos filmes que mereciam remakes para o público norte-americano. Filmes asiáticos e oriundos da Europa, que frequentemente têm públicos geograficamente limitados, ou que meramente confirmam os diversos estudos que chegam à conclusão que uma grande população norte-americana não é capaz de ver filmes com legendas.

É uma abordagem com resultados variados. Se Coda ter sido um dos grandes vencedores dos Óscares no ano passado demonstrou o poder de um remake, Um Homem Chamado Otto, (O Pior Vizinho do Mundo, no Brasil) adaptado do filme sueco En man som heter Ove de 2015, traz Tom Hanks ao centro desta história inspiradora.

Otto (Hanks) é um velho resmungão com uma rotina simples, fazendo as suas rondas pelo bairro onde vive, incomodando os seus vizinhos com as suas reclamações. A certo dia, este conhece Marisol (Mariana Treviño) e Tommy (Manuel Garcia-Rulfo), um casal que se muda para o bairro com os seus maravilhosos filhos. A sua vida muda quando estes não aturam as suas resmunguices, e insistem em trazer a bondade dele ao de cima, descobrindo novos motivos para a felicidade.

É fácil colocar este filme no conjunto de comédias-drama que alegram as massas e proporcionam um bom serão de cinema. Há uma história sólida, com um bom equilíbrio de entre risos e lágrimas nos olhos, que humanizam as personagens e tornam-nas relacionáveis com o espectador. À medida que vamos descobrindo a história de Otto, vamos também conhecendo as outras personagens do bairro e como elas se relacionam contra outros factores externos, como por exemplo, a imobiliária que está a tentar expulsar os residentes das suas casas.

Quem torna a experiência mais vulnerável é Tom Hanks, um actor que todos crescemos, sendo uma presença constante e importante na evolução do cinema. Mesmo com os seus 66 anos de idade, Hanks entrega uma actuação tão natural e digna, como tantas outras da sua grande carreira. Contribuindo para isso é também Marc Forster, um realizador que já passou por tantos géneros diferentes, e que aqui realiza um filme perfeitamente sólido, com tanta diversão quanta tristeza.

Com isto, Um Homem Chamado Otto oferece uma obra sobre um homem em busca da felicidade, com peripécias suficientes para nos manter cativados e um sentimento tão sincero quanto um tão preciso abraço amigável. Considerando o reputação dos remakes de filmes europeus, este pode contar na lista dos mais agradáveis de se ver, mudando muito pouco da história original, e oferecer-lhe um actor ao nível da narrativa.

Nota Final: 7/10

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