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Cinema: Crítica – Thor: Amor e Trovão (2022)

Thor, é o primeiro Vingador a ter um quarto filme e o Central Comics já o viu! Será que este “Amor e Trovão” continua a manter a chama da fase 1 do MCU?

Depois de uma introdução a solo em 2011, Thor é uma das personagens que teve um maior desenvolvimento do grupo. Talvez isso se deva ao facto do segundo filme, Thor: O Mundo das Trevas, não ter sido inteiramente bem recebido pela crítica e o público, forçando uma oportunidade para reinvenção.

Foi Taika Waititi que viu as cores verdadeiras de Thor, apresentando-se noutros modos em Thor: Ragnarok. Depois dos eventos que culminarem nos últimos filmes dos Vingadores, Waititi continua a levar a personagem pelo arco-íris em Thor: Amor e Trovão.

Após os eventos de Vingadores: Endgame, Thor Odinsson (Chris Hemsworth) passou algum tempo a rever algumas das suas decisões de vida e decidiu tomar rédeas na sua reinvenção como super-herói, ajudando os Guardiões da Galáxia nas suas jornadas em defender os povos de vários planetas.

É quando lhe chega aos ouvidos que há um novo vilão, o Gorr, Destruidor de Mundos (Christian Bale), este decide embarcar numa aventura, cruzando-se novamente com a sua ex-namorada Jane (Natalie Portman), que está um bocadinho diferente desde da última vez que se viram.

Waititi traz de novo, e amplifica, um universo hiper-colorido, inspirado pelos visuais dos anos 70 e 80, com heavy metal à mistura, mantendo o registo entre a comédia e a acção, tudo em bom tom e bem equilibrado. No entanto, esta é possivelmente a aventura onde podemos uma verdadeira mudança de perspectiva em Thor, aqui a assimilar bem tudo aquilo que já passou para chegar a este momento.

O regresso de Jane:

Neste filme redime todos e quaisquer males que deixaram a sua personagem mal utilizada nos filmes anteriores – uma das maiores queixas dos fãs – tornando-a mais relevante que nunca, enquanto ela é, por algum motivo, capaz de manejar Mjolnir, o martelo mágico.

Por outro lado, ainda não é desta que temos um vilão em condições, com as motivações de Gorr serem umas onde o espectador é capaz de entender com bastante facilidade, mas que a narrativa força uma maldade quase extrema, meramente porque alguém tem que ser mesmo o mau da fita, seja de que forma for.

Pelo meio, felizmente há muito para nos entreter, com duas horas onde continuamos a conhecer mais sobre o universo de Thor e as personagens que habitam, desde o palácio dos Deuses, onde temos oportunidade de conhecer um Russell Crowe a vestir a pele de Zeus, e muito mais à espera para nos divertir.

Assim, Thor: Amor e Trovão dá seguimento ao incrível talento que é Taika Waititi no panorama dos super-heróis, numa altura em que últimos filmes da Marvel – com excepção do Homem-Aranha – não parecem saber reagir como histórias contidas, invés de haver novamente uma mega-saga. Felizmente, este filme não só consegue fazer isso, como utiliza isso como uma vantagem para nos mostrar mais um pouco da vida de Thor, mesmo com um vilão que poderia ter dado muito mais.

Nota Final: 8/10

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