Cinema: Crítica – The Equalizer 2 – A Vingança (2018)

Denzel Washington está de volta ao grande ecrã na sua primeira sequela de sempre! The Equalizer 2 – A Vingança estreia dia 19 de julho nos cinemas.

Antoine Fuqua regressa no cargo de realização em The Equalizer 2 – A Vingança e oferece-nos o mesmo género e qualidade que no filme anterior. O protagonista, Robert McCall (Denzel Washington), continua na sua vida como um agente fora de serviço que defende as pessoas desconhecidas que vão surgindo no seu quotidiano. Desta vez, decidiu trabalhar como motorista da UBER, principalmente durante a noite, tornando-se quase num vigilante noturno. As suas semelhanças com o Batman já eram bastante evidentes no primeiro filme através do seu modo de combate estratégico e em locais escuros e neste filme isso mantém-se. A reviravolta surge quando ex-agentes da sua companhia começam a surgir mortos e eventualmente uma antiga colega próxima, Susan Plummer (Melissa Leo), sofre o mesmo resultado. Robert fará o possível para descobrir quem está por trás deste mistério e vingar a sua melhor amiga.

Denzel Washington e Melissa Leo em The Equalizer 2 - A Vingança

Denzel Washington e Melissa Leo em The Equalizer 2 – A Vingança


Esta sequela tem assim uma história bastante simples, no entanto, Denzel Washington consegue torná-la em algo superior. A sua presença no ecrã eleva constantemente a qualidade do filme, incorporando brilhantemente uma personagem sempre otimista e solitária para com os outros, mas bastante melancólica quando sozinha. A sua procura por realizar o desejo da sua falecida mulher em concluir a lista dos ‘100 livros para ler antes de morrer’ continua e Robert chega finalmente ao seu último livro! É uma personagem que tanto no primeiro como na sequela estimula constantemente o ensino aos mais jovens e oferece lições de moral aos amigos, vilões e espetadores. Enquanto que no primeiro filme Denzel ajudava a jovem russa prostituta, Ten (Chloe Grace Mortez), desta vez o filme dá destaque ao seu jovem vizinho, Miles (Ashton Sanders). É um rapaz que ambiciona entrar no mundo das artes, mas que os gangs do seu bairro social não o permitem. Funciona assim como uma sub-história para a personagem de Robert, que infelizmente consegue ser mais interessante que a principal.

Denzel Washington e Ashton Sanders em The Equalizer 2 - A Vingança

Denzel Washington e Ashton Sanders (Moonlight) em The Equalizer 2 – A Vingança


As cenas de ação são bastante tensas e acompanham o mesmo tipo de filmagem do filme anterior. Robert continua a utilizar o seu célebre relógio para cronometrar as cenas de ação, o slow-motion e grandes planos ao redor do protagonista a examinar a zona de combate também continuam presentes, bem como a utilização de câmaras de filmar secretas dentro do seu lar e engenhocas avançadas à verdadeiro espião. A mente de Robert tem tudo planeado, dando-nos eventualmente a sensação de que esta personagem nunca está em perigo. O vilão desta sequela é bastante mais fraco que no filme anterior essencialmente porque aqui o enredo foca-se num plot-twist fraco e previsível em relação a quem assassinou Susan, enquanto que no primeiro é revelado rapidamente o rosto do vilão e o enredo deixa-nos ansiosos pelo combate final. Combate este que também ocorre neste filme, mas com um vilão claramente abaixo da personagem de Denzel Washington. O filme um elenco vasto como nomes como, para além dos mencionados, Pedro Pascal (Guerra dos Tronos), Bill Pullman (Dia da Independência), Orson Bean, entre outros.

Denzel Washington e Pedro Pascal em The Equalizer 2 - A Vingança

Denzel Washington e Pedro Pascal em The Equalizer 2 – A Vingança


The Equalizer 2 – A Vingança segue as pisadas do filme anterior, focando-se no que o tornou num sucesso. Robert é sem dúvidas uma personagem cativante e deixa-nos sempre ansiosos para o seu próximo combate em salvamento dos fracos e oprimidos. É uma das melhores sagas de ação do momento, colocando-se ao lado de Taken e John Wick.

  • The Equalizer 2 – A Vingança estreia dia 19 de julho 2018 nos cinemas

2.5/5

Tiago Ferreira

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Tiago Ferreira

Estudante de Cinema e Teatro, Crítico de Cinema, Fotógrafo novato e Cosplayer.

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1 Response

  1. Gracinda diz:

    Espetacular este novo filme protagonizado por Denzel Washington, memorável o seu savoir faire e altamente louvável o pormenor, do qual nem todos os espectadores se irão aperceber, que é o facto de a personagem de Ashton Sanders, no momento em que teme pela própria vida em casa de Robert, ter de accionar um botão que lhe dá acesso ao esconderijo perfeito. O botão encontra-se na estante dos livros por cima da obra Native Son de Richard Wright, esse génio das letras afro-americanas que durante décadas e décadas foi relegado ao esquecimento na América. Aplausos para o facto de Washington e de Fuqua lhe prestarem esta pequena homenagem, decorridos quase 50 anos após a sua morte.

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