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Avatar: guia tecnológico para ver o filme do ano

Avatar: O Caminho da Água é a estreia do ano nos cinemas.
E tecnologicamente significa o novo expoente na exibição de cinema. Para compreender as novidades é necessário recorrer a um pequeno compêndio, já que James Cameron tem sido o precursor das inovações cinematográficas.

Avatar é um mundo que acompanha James Cameron vai para alguns anos.
Um dos primeiros rascunhos para o filme original foi elaborado em 1994, embora os meios para realizar a sua visão ainda não existiam. A produção avançou uma década depois, com o cineasta a recuperar a riqueza de conhecimento que acumulou nos seus sucessos triunfos anteriores – incluindo blockbusters inesquecíveis como Titanic, O Exterminador Implacável, O Exterminador Implacável – O Dia do Julgamento, Aliens, A Verdade da Mentira e O Abismo – para Avatar, criando um filme de ação em imagem real que transformou a captura de movimento em captura de desempenho e levou a tecnologia de efeitos visuais a uma nova e surpreendente fronteira.
No entanto, em todos os momentos, Cameron teve o cuidado de garantir que a tecnologia revolucionária inventada para o filme nunca superasse os desempenhos e emoções das personagens ou a maneira como a história é contada.

Avatar: O Caminho da Água

Termos mencionados neste artigo: fps (fotogramas por segundo) HFR, 3D, 4K, IMAX, 4DX 3D, ScreenX 3D, XVision 3D, Dolby Vision, Dolby Atmos.
Segundo James Cameron, Avatar: O Caminho da Água deve ser assistido em Dolby Cinema, no entanto em Portugal não existe nenhuma sala com projecção certificada pela Dolby.

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O Dolby Cinema é certificado pela Dolby Vision, mas não é tecnicamente HDR (High Dynamic Range) como o HDR existente nas televisões OLED que podemos ter em casa. A indústria cinematográfica gosta de se referir à tecnologia como EDR (Enhanced Dynamic Range).

No próximo degrau da escada tecnológica, temos a instalação de projetor a laser da IMAX que exibe Avatar: O Caminho da Água em 48fps HFR, 3D e 4K. Não há EDR, mas por outro lado, os ecrãs IMAX são grandes.



A sala XVision dispõe do melhor projector laser disponível no momento (com projector laser duplo, podendo projectar a 120fps) e um sistema de som Atmos com cerca de 50 colunas espalhadas pela sala para um ambiente sonoro digno de Pandora.



A sala ScreenX projecta a 270º, com o filme a continuar nas paredes laterais, criando uma experiência muito mais imersiva.



A sala 4DX está equipada para proporcionar mais de 20 efeitos diferentes, maximizando a sensação de envolvimento e integração no filme. As cadeiras incluem um sistema eletrónico de movimentos que permite simular inúmeras sensações como voar, cair, acelerar ou travar. A sala recria ainda efeitos ambientais e contextuais como vento, água, chuva, nevoeiro, aromas, entre outros, numa perfeita sintonia e sincronia com as imagens do ecrã.

Alternativamente, o filme estará ainda em exibição em outras salas em 3D HFR ou em 3D básico ou 2D sem HFR (24fps).
A Disney, através da NOS Lusomundo Audiovisuais, não partilhou detalhes sobre a estreia do filme.

filmagens de “Projeto Gemini”

Ao contrário de Projeto Gemini, do galardoado Ang-Lee, que foi filmado e exibido em 120 fps HFR, James Cameron não pediu aos exibidores que atualizassem os seus projetores.

Em Portugal, Projeto Gemini foi lançado em 3D+ HFR, um formato digital evolutivo, com uma velocidade de 60 fotogramas por segundo – mais do que o dobro da taxa habitual de fotogramas em filmes, proporcionando ao público uma experiência 3D amplificada e totalmente imersiva. Com 60 imagens 3D projetadas a cada segundo o 3D+ em HFR torna as imagens mais próximas do que nunca (mais do que o olho humano consegue ver), colocando o espectador no centro da ação. Esta combinação de desempenho e ação faz com que o 3D+ em HFR entregue uma experiência emocional e um espetáculo visual ímpar, que vai ao encontro das espectativas dos profissionais do setor, sobretudo pelo visível impacto na experiência do espectador.

O realizador James Cameron nas filmagens de “Avatar: O Caminho da Água”

Para Avatar: O Caminho da Água, James Cameron anunciou uma parceria com a Pixelworks para usar a chamada abordagem TrueCut Motion para HFR, onde apenas algumas cenas estão em 48fps, enquanto outras cenas, por exemplo, cenas de diálogo, estão em 24fps para evitar o efeito estranho de parecerem demasiado realistas. Essa abordagem inclui-se no formato DCP (Digital Cinema Package) existente na grande maioria dos cinemas que utilizam a tecnologia 3D.

Nas filmagens de “Avatar: O Caminho da Água”

Os cinemas podem suportar uma quantidade variável de fotogramas, alternando dentro do filme entre 24fps e 48fps? A resposta é não, eles apenas trabalham a 48fps. Em qualquer parte da cena que queremos em 24fps, apenas dobramos os fotogramas. E então, eles realmente mostram a mesma imagem duas vezes, mas o espectador não consegue ver assim. E então, nós apenas estamos usando essencialmente um simples falha para usar a plataforma de alta taxa de imagens que existe “, James Cameron explicava a solução no início deste ano no Festival Internacional de Cinema de Busan, na Coreia do Sul.

James Cameron

Estamos a usar o HFR para melhorar o 3D onde queremos uma maior sensação de presença, como debaixo d’água ou em algumas das cenas de voo. Para imagens de apenas pessoas a conversar, o HFR funciona contra nós porque cria uma espécie de um hiper-realismo em cenas que são mais mundanas, mais normais. E às vezes precisamos daquela sensação cinematográfica dos 24 fotogramas por segundo.



Avatar: O Caminho da Água está em exibição nos cinemas portugueses nos formatos 2D, 3D, 4DX 3D, ScreenX 3D, XVision 3D e IMAX 3D.
A estreia mundial leva o filme a mais de 50 mil ecrãs, 1800 dos quais são IMAX 3D distribuídos por 80 países.

Em Portugal, o filme teve sessões de pré-estreia em 132 ecrãs. 

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