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Análise: G-Darius HD (Playstation)

Regresso com mais um, shoot ’em up – categoria de jogos que começo a ficar especialista – agora com G-Darius HD, mais um clássico que saiu originalmente nas arcadas em 1997.

A franquia Darius, da Taito, é bem longa e começou lá longe em 1987. No entanto, e apesar de na minha infância ter adorado shmups, esta série passou-me completamente ao lado. Só agora estou a descobrir estes clássicos que tanta gente adora, primeiro com DariusBurst: Another Chronicle EX+ (podem ver o nosso gameplay original aqui, e a análise ao mesmo no nosso podcast Paranoia Coletiva), e agora nesta nova versão com gráficos de alta resolução.

G-Darius revolucionou na altura com algumas novidades que realmente trouxeram algo de novo ao género. O que salta mais à vista é o uso do gráficos poligonais tanto para as naves como para os fundos. Mas são estes últimos que mais se destacam. A sensação 3D que eles transmitem é única e basta ver o trailer que vos mostro aqui em baixo, para comprovar isso mesmo.

Outra particularidade que gostei, foi o opção de poder capturar naves inimigas com uma espécie de feixe de tracção, e podê-las usar como nossas aliadas, aumentando assim o nosso poder de fogo. Portanto, em vez de apanharmos ícones deixados pelos adversários quando os conseguimos matar, e os transformar em canhões antigravitacionais, usamos as próprias naves inimigas. E como cada uma tem as suas características, podemos escolher as que mais gostamos, e facilmente trocar umas pelas outras.

Podemos fazer variações em diferentes partidas, visto que o percurso que fazemos não e linear, mas sim em árvore, ou seja, a meio ou no fim de cada nível, temos a opção de escolher seguir por entre 2 caminhos diferentes. Esta opção garante uma maior variedade ao jogo e maior tempo de vida também.

A banda sonora (assim como os efeitos sonoros), também ela diferenciada da concorrência, não é muito o meu estilo, gosto mais o estilo clássico, como por exemplo a do Glaylancer, que ainda há poucos dias analisei aqui. Mas é mais uma questão pessoal do que outra coisa, visto ser de alta qualidade na mesma.

E como o costume nesta franquia, o grande foco de cada nível é o boss final de cada fase, que para derrotá-lo costuma demorar mais tempo do que todo o percurso da fase até ele chegar.

Felizmente temos a opção de jogar com um amigo localmente, o que é sempre um ponto positivo nestes jogos, mas que muitas vezes os criadores ignoram.

A dificuldade é elevada mas como nas arcadas originais podemos sempre adicionar mais créditos para continuar a aventura, com o lado positivo de não termos de gastar moedas para o fazer. Mas como sempre que morremos o jogo não pára e uma nova nave surge no ecrã, se não ligarmos à pontuação, que reinicia sempre que gastamos um crédito, só temos mesmo que ter trabalho em derrotar o boss, porque o resto da fase nem precisamos de fazer nada. Se tivermos em atenção de carregar com créditos suficientes, basta iniciar o jogo e pousar o comando. E isso tira-me a pica toda.

Pros:

  • A oportunidade de jogar um clássico com gráficos melhorados
  • Jogabilidade
  • Atmosfera
  • Vem como extra o jogo original com os gráficos de baixa resolução.

Cons:

  • É irrelevante se matamos os inimigos ou não
  • Pode ser só interessante para os nostálgicos
  • O jogo sofre de lag em cenas mais pesadas

Classificação: 65%

Jogo testado numa Playstation 4, mas também disponível para Nintendo Switch.


Paranoia Coletiva #1 – Shovelware e Shoot ’em ups

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