Análise – Pokémon Pokopia DLC: Bubbly Basin: Amigos aquáticos
Pokémon Pokopia: Bubbly Basin expande o mundo de Pokopia com uma nova região subaquática e melhorias importantes, mas fica aquém do potencial.
Jogo: Pokémon Pokopia: Bubbly Basin
Disponível para: Nintendo Switch 2
Versão testada: Nintendo Switch 2
Desenvolvedora: Game Freak, Omega Force
Editora: Nintendo

Depois de um lançamento que apostou numa mistura improvável entre gestão de aldeias, exploração e construção livre, Pokémon Pokopia recebe a primeira grande expansão. Bubbly Basin chegou a 6 de agosto à Nintendo Switch 2, desenvolvido pela Omega Force e Game Freak, e leva Ditto para um cenário completamente diferente. A ideia é simples, mergulhar, reconstruir e voltar a transformar um pedaço do mundo num espaço habitável.
O acesso à expansão acontece através de Bleak Beach, onde Professor Tangrowth pede ajuda para investigar uma ilha recém surgida. O problema é que o professor não sabe nadar, portanto sobra para Ditto. Depois de encontrar Manaphy e lhe oferecer algas, desbloqueamos Dive, uma transformação que coloca uma espécie de capacete de oxigénio em Ditto. É uma solução tão adorável quanto funcional e abre imediatamente uma nova dimensão à exploração.
Bubbly Basin é, na verdade, muito mais interessante do que aparenta. A cidade submersa corresponde às ruínas de Cerulean City, oferecendo referências à Gym de Misty, à loja de bicicletas e a outros elementos que os fãs de Pokémon reconhecerão de imediato. Há também pistas sobre o desaparecimento da humanidade, um detalhe que acrescenta uma camada de mistério inesperada a uma experiência tão descontraída.
Debaixo de água, Pokopia ganha uma liberdade que lhe fazia falta. Ditto pode nadar em todas as direções, subir e descer sem restrições e ficar suspenso a qualquer profundidade enquanto constrói. É quase como ter uma versão gratuita de Magnet Rise, mas aplicada a um enorme espaço tridimensional. As zonas mais profundas introduzem ainda cavernas completamente escuras, obrigando-nos a colocar fontes de luz para encontrar tesouros e perceber onde estamos.
A construção também recebeu melhorias bastante pertinentes. Os novos blocos flutuantes permitem criar estruturas sem depender do terreno, enquanto os Portal Pods ligam o armazenamento entre diferentes regiões. Esta última funcionalidade é, provavelmente, a melhor adição de qualidade de vida da expansão, sobretudo para quem já acumulou grandes quantidades de materiais. O problema está na demolição subaquática, onde blocos destruídos podem ficar a flutuar diante da câmara e tornar-se particularmente irritantes quando o inventário está cheio.
O grande atractivo continua a ser a fauna. Bubbly Basin adiciona 50 espécies, com destaque para Pokémon aquáticos, peixes e crustáceos. Lumineon desliza pelas profundezas, Shellder e Cloyster movimentam-se de forma natural e Frillish rapidamente transforma Ditto no seu “bestie”. Até Totodile tem personalidade própria, esquecendo constantemente aquilo que lhe foi pedido. São estes pequenos comportamentos que fazem a região parecer viva.
Ainda assim, a expansão tropeça na estrutura das missões. Bubbly Basin volta a ensinar mecânicas básicas como se fossem novidades, enquanto algumas tarefas seguem uma estrutura demasiado rígida. A concentração de Pokémon de Água também limita as habilidades disponíveis, obrigando a procurar espécies específicas para determinadas tarefas. E há uma questão incontornável, o preço de entrada do Expansion Pass é elevado para quem está apenas interessado nesta primeira parte, especialmente quando Part 2 e Part 3 ainda estão por chegar.
Bubbly Basin é uma expansão simpática, competente e cheia de charme, mas não representa uma revolução para Pokémon Pokopia. A exploração subaquática funciona muito bem, as melhorias de construção são relevantes e os novos Pokémon dão vida ao cenário. O conteúdo narrativo, porém, termina demasiado depressa e deixa a sensação de que estamos perante uma boa primeira fatia de algo maior. Para quem já viveu muitas horas em Pokopia, é uma excelente desculpa para regressar. Para todos os outros, talvez seja melhor esperar pelo pacote completo.
Nota: 7,5/10
Um pequeno ser com grande apetite para cinema, séries e videojogos. Fanboy compulsivo de séries clássicas da Nintendo.



