“O Fantasma” prepara o regresso!
Uma nova adaptação de O Fantasma está prestes a ganhar vida no pequeno ecrã.
Em Portugal continua a existir uma curiosa lacuna na história audiovisual de O Fantasma. Nos anos 90, quem foi ao cinema assistir a Titanic, de James Cameron, assistiu igualmente ao trailer inesperado de um filme que acabou por ser inédito nos grandes ecrãs de Portugal: O Fantasma. A mensagem era clara e intrigante, “O Fantasma é real!” com Billy Zane a encarnar o super-herói no ecrã. Apesar da campanha, o filme nunca chegou às salas portuguesas, ficando confinado ao mercado doméstico em VHS e DVD, e permanece actualmente ausente das plataformas de streaming em território nacional.
Criado por Lee Falk em 1936, O Fantasma é considerado um dos primeiros super-heróis da história, antecedendo figuras como Superman ou Batman. A personagem, também conhecida como “O Espírito que Anda”, responde a partir do fictício país africano de Bangalla e construiu a sua lenda com base num equívoco narrativo engenhoso: a aparente imortalidade resulta, na verdade, de uma identidade transmitida de geração em geração na linhagem Walker. Ao longo de décadas, a banda desenhada conquistou leitores por todo o mundo, mantendo uma presença até à atualidade.
Este legado prepara agora uma nova fase. Segundo a revista Variety, está a ser desenvolvida uma série em imagem real baseada na obra original, com realização e produção de Reginald Hudlin, em parceria com a King Features. O projeto pretende atualizar o universo clássico para uma nova geração, mantendo a essência de aventura e heroísmo que definiu a personagem ao longo de quase nove décadas. A produtora sublinha que esta adaptação representa uma expansão estratégica da marca num contexto cultural contemporâneo, procurando conquistar tanto os velhos fãs como novos públicos.

A história de O Fantasma no audiovisual não é inédita, mas tem sido irregular. Em 1996, foi produzida a adaptação cinematográfica protagonizada por Billy Zane, que, apesar de um desempenho modesto nas bilheteiras globais, viria a ganhar estatuto de culto entre os apreciadores do género de aventura. O ator tem defendido o filme ao longo dos anos, destacando o seu espírito clássico numa época dominada por abordagens mais sombrias ao universo dos super-heróis.
Entretanto, a personagem regressou à televisão com uma minissérie de 2009, demonstrando a capacidade de reinvenção do mito. Paralelamente, a banda desenhada continua ativa, com novas edições e projetos que exploram variações modernas, como o universo futurista de Phantom 2040.
O Fantasma continua a ser uma figura singular na história da cultura popular. A nova série surge assim como mais uma tentativa de afirmar, finalmente, no ecrã aquilo que o velho trailer prometia nas salas de cinema portuguesas: que a lenda continua viva.
Começou a caminhar nos alicerces de uma sala de cinema, cresceu entre cartazes de filmes e película. E o trabalho no meio audiovisual aconteceu naturalmente, estando presente desde a pré-produção até à exibição.

