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Festival de Cinema de Veneza: filmes anunciados

De 27 de agosto a 6 de setembro, o 82.º Festival Internacional de Cinema de Veneza volta a transformar o Lido num palco privilegiado da sétima arte. A programação oficial reúne alguns dos nomes mais sonantes do cinema mundial, estreias altamente antecipadas, redescobertas históricas e inovação tecnológica — numa edição que promete marcar a temporada de prémios.

Bugonia
“Bugonia”, de Yorgos Lanthimos e com Emma Stone, estreia em competição


O festival apresenta uma competição oficial fortíssima, com realizadores consagrados e obras altamente antecipadas!

Guillermo del Toro regressa a Veneza com Frankenstein, uma nova visão do clássico, com um elenco estelar que inclui Jacob Elordi, Oscar Isaac e Mia Goth, produzida pela Netflix. Yorgos Lanthimos estreia Bugonia, protagonizado por Emma Stone, numa nova colaboração que sucede ao sucesso internacional de Pobres Criaturas. The Smashing Machine: Coração de Lutador, biografia de Mark Kerr interpretada por Dwayne Johnson e Emily Blunt. Com realização de Benny Safdie e produzido pela A24, é um dos títulos mais aguardados do festival.

The Smashing Machine
The Smashing Machine: Coração Lutador

Kathryn Bigelow volta à realização com A House of Dynamite, thriller político protagonizado por Idris Elba e Rebecca Ferguson, ambientado numa crise de segurança nacional na Casa Branca. Noah Baumbach apresenta Jay Kelly, uma comédia dramática com George Clooney no papel principal. Luca Guadagnino, embora fora de competição, marcará presença com Depois da Caçada, protagonizado por Julia Roberts, Andrew Garfield e Ayo Edebiri.

Depois da Caçada
Depois da Caçada


O festival também receberá novos trabalhos de:
Olivier Assayas com The Wizard of the Kremlin, um olhar sobre a ascensão de Putin, com Jude Law e Alicia Vikander. François Ozon adapta O Estrangeiro, de Camus, com uma estética clássica a preto e branco. Park Chan-wook regressa com No Other Choice, assinalando 20 anos desde Vingança Planeada. Jim Jarmusch apresenta Father Mother Sister Brother, com Cate Blanchett, Adam Driver e Vicky Krieps. Kaouther Ben Hania, Shu Qi, Valérie Donzelli e László Némes representam uma forte presença de vozes femininas e europeias.

L’étranger (The Stranger)
“L’étranger (The Stranger)”, de François Ozon

O festival incluirá ainda documentários e obras fora de competição de nomes como Julian Schnabel, com In the Hand of Dante, protagonizado por Oscar Isaac e Gal Gadot. Werner Herzog com Ghost Elephants. Sofia Coppola com Marc by Sophia, sobre o estilista Marc Jacobs. Lucrecia Martel com Nuestra Tierra, sobre ativismo indígena.

A abrir o festival estará La Grazia, de Paolo Sorrentino, e a fechar, o thriller francês Chien 51, de Cédric Jimenez.

La Grazia
“La Grazia”, de Paolo Sorrentino


Como já revelado, o primeiro filme de Manoel de Oliveira, Aniki-Bóbó (1942), será exibido em cópia restaurada pela Cinemateca Portuguesa – Museu do Cinema. Esta participação insere-se na secção Venice Classics, dedicada à celebração de obras essenciais da história do cinema mundial. Com filmagens no Porto e protagonizado por crianças locais, Aniki-Bóbó é amplamente reconhecido como um marco do neorrealismo precoce. Esta obra seminal do cinema português será exibida ao lado de clássicos de Kubrick, Kieslowski, Almodóvar e De Santis.

Aniki Bobó
Aniki Bobó

Portugal marca também presença na vanguardista secção Venice Immersive, com a coprodução da obra de realidade virtual Sense of Nowhere, do realizador taiwanês Hsin-Hsuan Yeh. Com uma duração de 30 minutos, o projeto resulta de uma colaboração entre Taiwan, Finlândia, Bélgica, França e Portugal, explorando novas formas de narrativa imersiva.

Sense of Nowhere
“Sense of Nowhere”, Hsin-Hsuan Yeh

Entre os momentos mais simbólicos da pré-abertura do Festival de Veneza 2025 destaca-se a estreia mundial de Origin, o mais recente trabalho do realizador e fotógrafo francês Yann Arthus-Bertrand. Este filme de 30 minutos, que será exibido a 26 de agosto na Sala Darsena, é uma versão alargada da obra introdutória da secção Natural Intelligence da Biennale Architettura 2025.

Origin
“Origin”, de Yann Arthus-Bertrand

Realizado com o apoio da Veneto Film Commission, Origin oferece uma perspetiva aérea e poética sobre a lagoa de Veneza, celebrando a harmonia ancestral entre o ser humano e o ambiente natural. O filme propõe um novo olhar sobre a relação entre o território e as forças ecológicas, num apelo à preservação de um ecossistema frágil e único, num tempo em que a crise climática exige soluções colaborativas e conscientes.

Ainda Estou Aqui
Fernanda Torres, a atriz nomeada ao Oscar por “Ainda Estou Aqui”, integra o Júri ao lado de nomes como Zhao Tao ou Mohammad Rasoulof

O júri principal será presidido por Alexander Payne. Entre os prémios honorários, destaque para Werner Herzog e Kim Novak, homenageados com o Leão de Ouro pela carreira.

Ricardo Lopes

Começou a caminhar nos alicerces de uma sala de cinema, cresceu entre cartazes de filmes e película. E o trabalho no meio audiovisual aconteceu naturalmente, estando presente desde a pré-produção até à exibição.

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