Story Tellers regressa no Outono de 2026 com oito autores de banda desenhada
O projeto Story Tellers regressa no Outono de 2026 com novas interpretações artísticas sobre o poder da narrativa, através da iniciativa «Será a caneta mais poderosa do que a espada?», publicada na secção de banda desenhada da edição portuguesa do jornal Le Monde Diplomatique.
A nova edição destaca o trabalho de André Ferreira, Beatriz Brajal, Bruno Borges, Daniel Lima, DASL, Maria João Worm, Sofia Ciente e Tânia A. Cardoso, oito autores que apresentam diferentes perspetivas sobre a relação entre a criação artística, a palavra e o poder.
As obras podem ser descobertas no Parque Silva Porto, em Benfica, onde cada artista apresenta a sua própria interpretação da pergunta que dá nome ao projeto.

Um projeto de banda desenhada iniciado em 2019
Desde janeiro de 2019, o Le Monde Diplomatique, em parceria com a Associação Chili Com Carne, desafia autores de banda desenhada a responder artisticamente à questão: «Será a caneta mais poderosa do que a espada?»
A iniciativa explora as possibilidades narrativas e expressivas da banda desenhada, reunindo diferentes abordagens visuais e criativas em torno de uma mesma pergunta. A cada edição, os artistas participantes apresentam a sua visão pessoal, proporcionando ao público um conjunto diversificado de interpretações.
A edição do Outono de 2026 dá continuidade a este projeto, reunindo oito criadores com percursos distintos na banda desenhada, ilustração, animação, pintura e narrativa visual.
Conhece os oito autores do Story Tellers – Outono de 2026
André Ferreira
André Ferreira (1976) desenvolve trabalho em música eletrónica, sob o nome Goran Titol, animação em stop-motion, recorrendo à Natureza como elemento criativo, e banda desenhada.
Na área da BD, participou na antologia Venham +5, publicada pela Bedeteca de Beja. Em 2026, integrou também o fanzine Mesinha de Cabeceira com o trabalho A Fábrica de Erisicton.
Beatriz Brajal
Beatriz Brajal (Lisboa, 2003) é autora de banda desenhada, animadora e ilustradora. Frequenta atualmente o curso de Ilustração e Banda Desenhada no Ar.Co, desenvolvendo um trabalho que explora a autoficção e integra personagens imaginárias, como o Sr. Solha.
Em 2023, apresentou a sua primeira curta-metragem de animação, Perto Ou Longe, no festival IndieLisboa. Começou a colaborar na revista Pentângulo e, em 2025, venceu o concurso «Toma lá 500 paus e faz uma BD» com o seu primeiro livro, A Cada Sete Ondas.
Mais informações: Instagram de Beatriz Brajal.
Bruno Borges
Bruno Borges (Lisboa, 1976) vive no Porto e é licenciado em Pintura pela Faculdade de Belas-Artes de Lisboa, onde concluiu o curso em 2001. Desde cedo, direcionou o seu percurso para a ilustração e a banda desenhada, criando dezenas de zines e livros.
Entre os seus trabalhos encontra-se a adaptação de Abolição do Trabalho, de Bob Black, que teve várias edições internacionais, incluindo no Brasil, em Espanha e nos Estados Unidos.
Ao longo da carreira, colaborou com diversos projetos editoriais, entre os quais Zundap, Opuntia Books, Imprensa Canalha, Chili Com Carne, Oficina Arara e Stripburger, da Eslovénia.
É também o fundador do selo editorial O Gorila, responsável pela publicação dos dois volumes de O Diário do Corona.
Daniel Lima
Daniel Lima (Uíge, 1971) é ilustrador e autor de banda desenhada, vivendo e trabalhando atualmente em Lisboa.
Em 2023, publicou Anguesângue, o seu quarto livro de BD, numa edição conjunta da editora letã kuš! e da Associação Chili Com Carne.
Desempenha ainda funções como cocoordenador e professor do Departamento de Ilustração e Banda Desenhada do Ar.Co, contribuindo para a formação de novos ilustradores e autores de banda desenhada.

DASL
DASL apresenta-se através de uma descrição deliberadamente enigmática: «desenhador disperso demorado dormente, avesso a assumir autorias, sério se suposto sénior, lente lasso logo lento».
Uma apresentação que mantém o mistério em torno da identidade artística e que acrescenta uma nota singular ao conjunto de autores desta edição do Story Tellers.
Maria João Worm
Maria João Worm (Lisboa, 1966) frequentou o curso de Modelador/Moldador Cerâmico na Escola António Arroio e estudou Pintura na Escola Superior de Belas-Artes de Lisboa (ESBAL).
Tem desenvolvido trabalho em banda desenhada para diversas publicações. A sua participação mais recente, segundo a nota biográfica divulgada, integra o livro O Meu Sérgio, publicado pela Câmara Municipal do Porto em 2025.
Em conjunto com Diniz Conefrey, constitui o coletivo editorial Quarto de Jade, dedicado à edição e divulgação de projetos artísticos.
Mais informações: Quarto de Jade.
Sofia Ciente
Sofia Ciente (Lisboa, 1983) estudou Cenografia, Figurinos e Fotografia, embora o desenho e a pintura tenham permanecido no centro do seu percurso artístico.
Atualmente, dedica-se sobretudo à criação de banda desenhada, tendo participado em várias publicações, entre as quais a revista Pentângulo, do Ar.Co, Carne para Canhão, da Chili Com Carne, e C’est Bon, da Suécia.
Mais informações: Site oficial de Sofia Ciente.
Tânia A. Cardoso
Tânia A. Cardoso (Lisboa, 1985) é ilustradora com formação em Arquitetura e Urbanismo, atualmente radicada nos Países Baixos.
O seu trabalho explora novas perspetivas sobre as cidades e a vida quotidiana através da reportagem gráfica. É cofundadora do grupo WARP e criou o StudioTako, um projeto dedicado à narrativa visual, às crónicas urbanas e à investigação.
A sua abordagem cruza a ilustração com a observação do espaço urbano e das experiências do quotidiano, recorrendo à linguagem visual para documentar e interpretar a realidade.
Mais informações: Instagram do StudioTako.

Onde descobrir o Story Tellers no Outono de 2026?
A edição de Outono do projeto «Será a caneta mais poderosa do que a espada?» pode ser visitada no Parque Silva Porto, em Benfica, Lisboa.
A iniciativa resulta da colaboração entre o Le Monde Diplomatique e a Associação Chili Com Carne, dando visibilidade a diferentes vozes da banda desenhada contemporânea e convidando o público a descobrir oito interpretações artísticas de uma questão que continua a desafiar criadores e leitores.

Dário é um fã de cultura pop em geral mas de banda desenhada e cinema em particular. Orgulha-se de não se ter rendido (ainda) às redes sociais.
