Os Cavaleiros de Heliópolis vol. 1: Nigredo | Albedo

Neste final de Verão quente, nada melhor que uma nova banda desenhada de Alejandro Jodorowsky e desenho por Jérémy para refrescar… a mente! Vem aí “Os Cavaleiros de Heliópolis”, pela Arte de Autor.

Condizendo com a “moda” portuguesa em compilar mais do que um volume original num livro só, este Os Cavaleiros de Heliópolis é também ele um álbum duplo que contém:

I – NIGREDO, A OBRA AO NEGRO
II – ALBEDO, A OBRA AO BRANCO

Estas duas primeiras partes sairam originalmente em França em 2017 e 2018, respectivamente.

Segundo a editora:

O destino de Luís XVII, que pereceu aos 10 anos nas masmorras da prisão do Templo, é, na mesma medida que o Homem da Máscara de Ferro, um dos maiores mitos da História de França. Um destino romanesco que Jodorowski reescreve com brilho numa grandiosa fábula iniciática e esotérica. O traço virtuoso de Jérémy (Barracuda) dá a Os Cavaleiros de Heliópolis a força de um fresco épico, em que se misturam os segredos da alquimia e os arcanos da História.

I – NIGREDO, A OBRA AO NEGRO

Ele é o detentor de um saber. O herdeiro de um poder.
Fim do século xviii. Num mosteiro do Norte de Espanha, esconde-se o templo sagrado dos Cavaleiros de Heliópolis: uma assembleia de alquimistas imortais e afastados do mundo. No momento em que o discípulo Dezassete se prepara para completar a sua formação e integrar a ordem, o seu mestre Fulcanelli revela aos outros cavaleiros o terrível segredo das suas origens. Na realidade, Dezassete é o filho ocultado de Luís XVI e de Maria-Antonieta: o rei de França Luís XVII! Herdeiro desse destino, o jovem vai reclamar o trono que lhe é devido ou ficar na sombra, fiel aos preceitos milenares da Alquimia?

II – ALBEDO, A OBRA AO BRANCO

Não o deixaram tornar-se rei de França. A alquimia reserva-lhe um destino ainda maior.
Dezassete é um ser único. Filho ocultado de Luís XVI e de Maria-Antonieta, ele é o herdeiro legítimo do trono de França. É igualmente um poderoso alquimista, membro da ordem secreta dos Cavaleiros de Heliópolis. Mas a sua iniciação está apenas a começar… O seu próximo adversário há muito que era candidato a, também ele, se tornar cavaleiro. Excepcional, mas perigoso, é provavelmente o homem mais temido do mundo. Aquele que acaba de derrubar Luís XVIII e se prepara para se tornar igual a um deus: Napoleão Bonaparte.

 

Os Cavaleiros de Heliópolis vol. 1: Nigredo | Albedo
Argumento:
Jodorowsky
Desenho:  Jérémy
Edição: Cartonada
Número de páginas: 112
Impressão:  cores
Formato: 232 x 310
Editor: Arte de Autor
PVP: 23,50€

A publicar:

ÁLBUM DUPLO

III – RUBEDO, A OBRA AO VERMELHO
IV – CITRINITAS, A OBRA AO AMARELO

N.E.: O terceiro volume já saiu em França em Março de 2019

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Os Autores:

Alejandro Jodorowski, artista polivalente, é um dos maiores argumentistas de banda desenhada, com contribuições maiores nos géneros do fantástico e da ficção científica e na criação de universos místicos inesquecíveis.
Simultaneamente escritor, argumentista e poeta místico, Alejandro Jodorowski nasceu a 17 de fevereiro de 1929 em Iquique, uma pequena cidade chilena. Filho de emigrantes judeus russos em fuga aos pogroms. Deixou o Chile em 1951, indo para Paris. Aí frequenta os surrealistas, escreve rábulas para o Mimo Marceau e também para Maurice Chevalier. Criou o grupo Panique com Roland Topor e Fernando Arrabal, movimento artístico provocador e burlesco, em 1962.
Em 1965, Jodorowski vai viver uma dezena de anos no México. Aí roda dois filmes, El Topo e La Montagne Sacré. Lá inicia também a sua carreira de argumentista de banda desenhada, criando a personagem Anibal 5, desenhada por Manuel Moro.
Em 1978, Jodorowski e Moebius assinam juntos o seu primeiro álbum comum, Les Yeux du Chat, e é dois anos mais tarde que se lançam em Les Aventures de John Difool. Jodorowski depressa se tornará um dos mais célebres argumentistas de banda desenhada com as séries Alef-Thau (como Arno), Le Lama Blanc, o remake de Anibal 5 e Juan Solo (com Georges Bess), John Difool avant l’Incal (com Zoran Janjetov), Face de lune (com Boucq), La Caste des Méta-Barons (com Juan Gimenez), para citar apenas alguns…
Jodorowski recebeu o Alph’art de Melhor Argumento em 1996, em Angoulême, pelo primeiro volume de Juan Solo.
Criou, em 2001, a série de sucesso Bouncer, desenhada por Boucq, cujos volumes 8 e 9 são publicados pela Arte de Autor.
Em 2004, começou a aparecer, na Albin Michel e depois na Glénat, a série Borgia, desenhada por Manara. Em 2008, termina a séria Megalex, e inicia um novo ciclo de Alef-Thau, com o desenhador Marco Nizzoli.
A partir de 2010, realiza com o desenhador chinês Dongzi Liu a sua nova série Sang Royal, cujo terceiro volume apareceu em 2013.
Jodorowsky regressa após mais de 20 anos de ausência do cinema com La Danza de la Realidad (2013) e Endless Poetry (2016), que são selecionados para o Quinzena dos Realizadores do Festival de Cinema de Canne.

  Os Escorpiões do Deserto - Obra Completa Volume 1

Jérémy, nascido em 1984, começa aos 17 anos ao lado de Philippe Delaby como colorista de Murena. Continuando a pôr a cor nesta série, tal como em La Complainte des landes perdues, tira algum tempo para realizar uma banda desenhada de piratas, Barracuda, com guião de Jean Dufaux. Após a morte do seu mestre Phillipe Delaby, Jérémy aceita terminar as 21 pranchas que faltam do volume 4 do segundo ciclo de La Complainte des landes perdues. Depois de ter encerrado a série Barracuda como um sexto volume, inicia Os Cavaleiros de Heliópolis, uma série histórico-fantástica sobre os cavaleiros alquimistas durante a revolução francesa.

 

Hugo Jesus

Co-criador e administrador do Central Comics desde 2001. É também legendador e paginador de banda desenhada, e ocasionalmente argumentista.

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