Jogos: Sky Racket – Análise

Quando durante o Indie World, a apresentação da Nintendo, nos foi mostrado Sky Racket fiquei curioso ao ver este jogo. Mas será que a curiosidade corresponde à realidade?

Antes de mais, gostava de deixar referenciado que Sky Racket é um jogo desenvolvido no Brasil, pela equipa Double Dash Studios. E, o formato do jogo é algo que, provavelmente já passou na cabeça de alguns jogadores mais ávidos e que gostam de conhecer a história dos videojogos: e que tal misturar vários gêneros no mesmo jogo?

Foi o que aconteceu neste caso, onde misturaram jogos de tiros de naves, breakout e ténis. Parece um pouco estranho certo? Mas passo a explicar. Neste jogo, podemos controlar uma personagem feminina ou masculina e, partir numa aventura pelos ares ao longo de vários planetas. Como arma temos uma raquete e as próprias balas dos nossos inimigos. Sim, o nosso objetivo é rebater as balas que os nossos inimigos nos disparam e, ao mesmo tempo derrotá-los ou bater contra vários blocos espalhados pelo cenário que irão também desaparecer, podendo estes blocos por vezes trazer algo que nos irá auxiliar. Isto ao longo de quatro mundos, onde diversidade não falta.

Em termos visuais, é um jogo bastante apelativo. Faz lembrar todos aqueles jogos em 16bits e, especialmente os jogos que a SEGA lançava para a sua fantástica Mega Drive. Além disso, como todos os ambientes são coloridos faz com que o jogo seja ainda mais divertido de se jogar. Os inimigos, também eles coloridos e diferentes do normal foram também uma bela escolha por parte dos desenvolvedores e, os finais dos níveis, inevitavelmente lembram-se Sonic, já que temos que rebater uma cápsula onde estão várias estrelas para apanharmos. Os chefes de final de planeta, no entanto, são a cereja no topo do bolo. Lutar contra uma banana gigante ou contra um esquilo completamente louco tem tanto de estranho, como de gratificante. No entanto, tenho que avisar os nossos leitores que, se sofrerem de epilepsia tenham cuidado com este jogo. Um dos inimigos lança uns pós, que torna o nível completamente psicadélico e cheio de luzes a piscar ao mesmo tempo. É um aviso dado pelos desenvolvedores do jogo, mas ao mesmo tempo não custa referir.

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Por outro lado, em termos de som, o jogo também lembra Sonic em todos os seus momentos. São músicas upbeat a torto e a direito, capaz de deixar qualquer um com vontade de sair disparado e deixar a consola pousada em qualquer sítio. Os sons, no entanto, combinam perfeitamente com o jogo e dá vontade de jogar mais, cada vez que perdemos um nível ou seguimos em frente.

Sim, este jogo trata-se de um jogo bastante complicado de dominar e, se não o dominarmos o jogo, dificilmente conseguiremos avançar. Isto porque, a dificuldade do jogo é moderadamente elevada. Mas, quando perdemos um nível, não sentimos necessidade de parar ou ficamos frustrados. É daqueles jogos que tem uma componente de “Só mais uma vez” e quando percebemos já são altas horas da noite.

Resta concluir que, mesmo com pouco níveis (já que são 2 níveis mais um nível de chefe por cada planeta), Sky Rackets é daqueles jogos que podemos jogar por breves momentos durante o nosso dia-a-dia ou, agarrarmo-nos a ele até o completar porque é um jogo daqueles que vicia qualquer um. Os meus parabéns à Double Dash Studio pelo jogo sólido que desenvolveram.

Nota Final: 7/10

Sky Racket está disponível para PC e Nintendo Switch (versão testada)

O Central Comics agradece à Double Dash Studios

 

António Moura

Um pequeno ser com grande apetite para cinema, séries e videojogos. Fanboy compulsivo de séries clássicas da Nintendo.

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