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Insidious: O Longínquo – Uma Sequela Adjacente que Renova, mas não Reinventa

Insidious: O Longínquo chega aos cinemas para continuar o legado, num filme aterrador que explora o universo estabelecido, escrito e realizado por Jacob Chase

Quando Insidious: A Porta Vermelha estreou em 2023 aquele que parecia ser o último capítulo de uma longa saga que transcende entidades entre mundos. Mas, quando uma porta se fecha, outra abre-se, e é com Insidious: O Longínquo que exploramos outras personagens e vertentes do universo, naquilo que aparenta ser uma tentativa de dar uma nova vida à franquia, escrita e realizada por Jacob Chase.

Novas personagens num universo familiar

Acompanhamos Gemma (Amelia Eve), uma jovem mãe solteira que vive com o trauma de ter visto a mãe ser morta quando era mais nova. Já adulta, é responsável por Maya (Island Austin), e ambas acabam por entrar numa situação perigosa quando entidades do Longínquo procuram Gemma para fazerem cumprir a sua missão.

Estamos perante uma sequela adjacente que tenciona expandir, com passos seguros, a série e as regras previamente estabelecidas, introduzindo também algumas novas que fazem sentido – ainda que convenientes para a narrativa, não soam estranhas no universo. É uma entrada liderada por um realizador que demonstra um claro amor e respeito pela série originalmente criada por Leigh Whannell e James Wan, dando-lhe uma nova vida e, potencialmente, abrindo novas portas para outros perigos e, talvez, outros filmes.

Um novo perigo à espreita para voltar ao mundo dos vivos

Neste caso, o foco num aspecto particular de Gemma e na sua habilidade especial de poder transportar coisas e pessoas entre mundos entrega-nos um filme competente, com uma história intrigante e com detalhes que irão satisfazer, na medida certa, os fãs da série. Ainda que avance com alguma cautela na forma como aborda a narrativa, o risco controlado acaba por ser recompensado com uma obra bastante sólida, com uma expansão mitológica que se integra facilmente no restante universo de Insidious.

Embora as personagens tenham uma responsabilidade variável na narrativa, cumprem a sua parte essencial, suportadas por um elenco que vive a emoção e o medo dos acontecimentos, num filme repleto de sustos. Amelia Eve segura o peso emocional com convicção, enquanto Lin Shaye, como Elise Rainier, oferece continuidade e alguns dos momentos mais fortes do filme. A realização de Jacob Chase mantém o ritmo ágil e recorre à fórmula da franquia – luzes sombrias, um ambiente sinistro e sustos calculados.

Assim, Insidious: O Longínquo prova que a série ainda tem algum sangue a circular nas veias, podendo servir de teste para mais histórias adjacentes e outras aventuras. Considerando que o calendário de estreias parece apostar cada vez mais no género, poderá ser uma oportunidade para um novo rumo. Como primeiro passo, poderia ter corrido muito pior.

Nota Final: 5/10

Ricardo Du Toit

Fã irrepreensível de cinema de todos os géneros, mas sobretudo terror. Também adora queimar borracha em jogos de carros.

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