Cinema: Crítica – Monstros Fantásticos: Os Crimes de Grindelwald (2018) SEM SPOILERS

Estás preparado para as reviravoltas do novo capítulo do Wizarding World? Uma das maiores revelações de sempre chegará em Monstros Fantásticos: Os Crimes de Grindelwald. Já podes ler a crítica do Central Comics totalmente sem spoilers!

Johnny Depp como Gellert Grindelwald

Monstros Fantásticos: Os Crimes de Grindelwald traz-nos de volta Newt Scamander (Eddie RedMayne) e os seus aliados mais próximos, Jacob Kowalski (Dan Fogler), Tina Goldstein (Katherine Waterston) e Queenie Goldstein (Alison Sudol). Nesta nova aventura, é-lhe pedido por Albus Dumbledore (Jude Law) que procure Gellert Grindelwald (Johnny Depp), pois este está impedido de combater contra o mesmo. Newt acaba por aceitar a missão e cruzar-se com Credence (Ezra Miller), Nagini (Claudia Kim), Leta LeStrange (Zöe Kravitz) e o seu irmão Theseus Scamander e finalmente, o terrível feiticeiro Grindelwald.

Com um elenco de luxo, esta nova aventura continua a ter o seu fator divertido e humorístico através dos seus adoráveis protagonistas. O “zoo” de Newt contém um espaço cada vez maior e a sua primeira apresentação relembra de imediato a tarefa da água em o Cálice de Fogo, no qual observamos uma criatura aquática nova, no entanto, Niffler e Pickett (Bowtruckle) são as grandes estrelas deste filme e contribuem para o enredo do mesmo, chegando a criar momentos emocionantes com o fantástico protagonista. Deste modo, o filme consegue manter-se no nível de Monstros Fantásticos e Onde Encontrá-los enquanto nos apresenta uma nova história, bastante mais sombria que o capítulo anterior.

Eddie Redmayne regressa ao papel de Newt Scamander

Com uma longa abertura espetacular e inesquecível, ao estilo da “Batalha dos sete Harry Potters”, antes de surgir o título do filme no ecrã, o filme vai oscilando no seu decorrer entre o sombrio e divertido. Grindelwald escapou das mãos do Ministério e Newt é confiado por Dumbledore para o encontrar. As razões destes não combaterem são bastante credíveis, no entanto, também podem ser vistas como forma de manter uma audiência nesta saga e prolongar o interesse na mesma. Grindelwald e Dumbledore possuem um passado emocionante e cativante que irá surpreender os menos atentos à internet e agradar aos mais fanáticos. Ambas as personagens possuem uma presença bastante forte, seja no diálogo que executam que está sempre a um nível superior e mais cativante do que as restantes personagens, como nos locais espetaculares em que se encontram.

Jude Law como Albus Dumbledore

Por consequência, a maioria das cenas com Grindelwald e os restantes vilões são em Paris, forçando as restantes personagens a dirigirem-se para este espaço, enquanto que Dumbledore passa a maioria do seu tempo em Hogwarts, como professor de Defesa Contra A Magia Negra, o que possibilita reouvirmos o tema musical de Harry Potter e conhecer o passado de duas personagens relevantes, Newt Scamander e Leta LeStrange.

Nagini (Claudia Kim) & Credence (Ezra Miller)

Por consequência, o filme contém uma variedade de enredos enquanto se dirigem todos para o mesmo caminho, a escolha de serem seguidores de Grindelwald ou não. Credence é o grande foco da maioria das personagens devido ao seu poder brutal, tornando-se um aprendiz do terrível Grindelwald, tal como Newt é de Dumbledore. A busca pela resposta de quem ele é continua a ser procurada e trará ao de cima revelações totalmente inesperadas. Todavia, o nível de exposição narrativa em certas cenas chega a ser demasiado, sendo provavelmente um dos poucos pontos negativos do filme.

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Ao posicionar o filme em Paris, cria uma certa ironia nos vários enredos românticos do filme. Jacob Kowalski, por exemplo, deixa de ser somente um veículo humorístico e passa a ter uma história verdadeiramente emocionante com a sua amada, Queenie. Newt continua a ser o jovem divertido, curioso e amante de animais a um nível tão extremo que cria momentos divertidos com a sua apaixonada, Tina. Isto somente para mencionar alguns pormenores das relações do filme, pois eventualmente surgem inconveniências e momentos extraordinários e imprevisíveis que irão marcar para sempre esta saga e espetadores. Deste modo, a narrativa oferece novos aspectos da personalidade das personagens e desenvolve a introdução simples do capítulo anterior.

Em relação ao lado técnico, a saga Wizarding World continua a posicionar-se como um dos maiores pioneiros técnicos de Hollywood. O filme contém constantemente detalhes a ocorrerem em segundo plano, tão perfeccionistas como os que surgem no foco da história. Os efeitos especiais são brilhantes e tornam as criaturas de Newt credíveis o suficiente para nos sentirmos emocionalmente ligados a elas. Além disto, a música de James Newton Howard é simplesmente divinal, centrando-se sobretudo em utilizar um coro em todo o tipo de cenas, o que posiciona o filme num patamar épico e fantástico.

Monstros Fantásticos: Os Crimes de Grindelwald é um filme absolutamente inesquecível que contém revelações nunca imaginadas na saga Wizarding World.

8/10

Tiago Ferreira

  • Monstros Fantásticos: Os Crimes de Grindelwald estreia a 15 de novembro 2018 nos cinemas

Tiago Ferreira

Estudante de Cinema e Teatro, Crítico de Cinema, Fotógrafo novato e Cosplayer.

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