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Concurso de BD Avenida Marginal anuncia 5ª edição

Avenida Marginal

A quinta edição do Concurso Internacional de Banda Desenhada/ Histórias em Quadrinhos Avenida Marginal já está a receber narrativas gráficas em prancha única.

O prazo de entrega dos comics de uma página termina no dia 25 de dezembro de 2021. Em 2022 será anunciado o vencedor que irá receber 500 euros e um ano de propinas pagas em mestrado ou licenciatura na área das artes na Universidade Lusófona de Lisboa. As melhores pranchas enviadas farão parte de uma exposição itinerante que irá estar patente em vários locais até à próxima edição da trienal de BD/ HQ em 2024.

O Projeto Avenida Marginal, fundado por Marco Fraga Silva, focado na Banda Desenhada e na Ilustração nasceu da vontade intrínseca de experimentar e criar. Na sua génese contou com o apoio do jornal açoriano Avenida Marginal, da Bedeteca de Beja e do Instituto Politécnico de Beja.

O projeto envolve três componentes essenciais:

1) Concurso internacional de banda desenhada dirigido a todos os países de língua portuguesa (Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste), uma trienal caracterizada por aceitar apenas narrativas gráficas contadas numa única página;

2) Um fanzine de ilustração e banda desenhada (impresso e digital) que divulga autores conhecidos, novos artistas e estudantes;

3) A organização de exposições de divulgação dos autores participantes do concurso e de workshops de divulgação da arte da banda desenhada.

Cronologia Avenida Marginal

O concurso Avenida Marginal nasceu na ilha do Faial em 2009. O perito em fanzines e banda desenhada Geraldes Lino afirmou que o jornal Avenida Marginal , dirigido por Heitor H. Silva, foi o único jornal em Portugal a organizar um concurso de banda desenhada. Os vencedores do concurso foram publicados na página central do jornal Avenida Marginal. A primeira edição destinou-se apenas a artistas portugueses. Geraldes Lino, Marco Fraga Silva, Paulo Monteiro e Susa Monteiro integraram o júri e a primeira exposição foi organizada no Faial, nesse mesmo ano, depois de uma seleção dos melhores trabalhos das cerca de 90 participações. Em 2010 foi realizada uma exposição que fez parte da programação oficial do Festival Internacional de Banda Desenhada de Beja.

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A segunda edição, em 2012, tornou-se internacional, mas manteve a regra da página única, cimentando a característica de ser um concurso de curtas de bedê. Os prémios foram entregues na exposição efetuada no Palácio dos Aciprestes – Fundação Marquês de Pombal, em Oeiras. Uma segunda exposição foi organizada em Beja, na Casa da Cultura, com o apoio da Bedeteca de Beja e do diretor Paulo Monteiro. O júri da segunda edição foi o mesmo, exceto pela substituição de Marco Fraga Silva por Maristela Garcia, diretora da Gibiteca de Curitiba, no Brasil. O júri escolheu os melhores trabalhos a partir de cerca de 150 pranchas, demonstrando que a internacionalização do certame havia sido uma boa aposta.

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A terceira edição da trienal, em 2015, permitia a participação de todos os países da CPLP e foi organizada pela empresa Bode Expiatório, com o apoio da Universidade Lusófona de Lisboa, da Bedeteca de Beja, da Gibiteca de Curitiba e do Museu Bordalo Pinheiro. Outras entidades deram apoio na divulgação, como o Concurso de Ilustração Portuguesa Contemporânea, o Central Comics ,o blog Divulgando BD, a página de Facebook da Tertúlia BD de Lisboa, o blog Uma Bedeteca Anónima, entre outros.

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O cartaz não foi desenhado por Marco Fraga Silva, como nas duas edições anteriores, mas pela ilustradora Susa Monteiro, que também fez parte do júri, juntamente com outros elementos: Bruno Rafael, Marco Fraga Silva e Paulo Monteiro. Esta edição contou com 74 participantes de três continentes (África, América e Europa). Nesta edição, foram organizadas quatro exposições: a primeira no Festival Internacional de Banda Desenhada de Beja, em 2016, a segunda, em 2017, na Gibiteca de Curitiba, no Brasil, a terceira, nesse mesmo ano, em Lisboa. A última, em 2018, foi organizada na Biblioteca Pública de Dom Dinis, em Odivelas. A exposição que teve lugar em Lisboa, no bar cultural Com Calma, foi acompanhada por um workshop – Introdução à Banda Desenhada –, desenvolvido por Marco Fraga Silva, e uma masterclass sobre fanzines apresentada por Geraldes Lino.

A quarta edição, em 2018, foi organizada pela Associação Tentáculo, a nova casa do Projeto Avenida Marginal. Vasco Mariano foi o criador do cartaz e membro do júri, entre outros membros: Ana Velhinho, Bruno Rafael, Marco Fraga Silva, Paulo Monteiro, Sérgio Santos e Susa Monteiro. Com o apoio da Associação Tentáculo, do Secretário da Cultura e Educação dos Açores e da NOS Açores foi possível premiar a melhor BD com 500 euros, incluindo um ano de propinas pagas na Universidade Lusófona de Lisboa. Este apoio permitiu um crescimento substancial do concurso: 197 participantes de cinco países diferentes (Angola, Brasil, Guiné-Bissau, Moçambique e Portugal).

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Em 2019, a convite do Sérgio Santos, diretor do fanzine H-alt, foi efetuada uma apresentação pública na Fnac Chiado (Lisboa) para promoção do concurso onde foram mostradas as melhores pranchas enviadas para o concurso. Com o apoio do Governo Regional dos Açores e da Biblioteca Pública do Faial foi realizada em 2020, na ilha do Faial, uma retrospetiva comemorativa dos 10 anos do concurso.

Outro componente importante do Projeto Avenida Marginal é o editorial que conta com dois fanzines publicados de BD e ilustração. O primeiro número, com 64 páginas e 31 autores, publicado em 2013, foi apresentado publicamente no Festival Internacional de Banda Desenhada de Beja. A capa dos fanzines foi desenhada por Ana Lopes e produzida por António Inverno, em serigrafia, tornando-se uma peça de colecionador. Este fanzine foi nomeado para a categoria de melhor fanzine português no 24º Festival Internacional de Banda Desenhada da Amadora. O sucesso do primeiro número experimental motivou a organização – Ana Lopes, Ana Velhinho e Marco Fraga Silva – a publicar um segundo número em 2014, com mais páginas e autores. Nesse ano ganhou o prémio de melhor fanzine português no 25º Festival Internacional de Banda Desenhada da Amadora.

As duas edições em preto e branco tiveram tiragem de 120 exemplares numerados com capa colorida serigrafia. Este item de colecionador de edição limitada também tem uma versão digital  que permite o livre acesso ao seu conteúdo. O principal objetivo é consolidar parcerias com autores e ilustradores e divulgar o que os artistas lusófonos estão a produzir. O fanzine está inativo por enquanto, mas, em breve, será planeada outra edição.

Para mais informação sobre o concurso recomenda-se a leitura do regulamento que pode ser acedido no site oficial do certame.

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