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Cinema: Crítica- Viúva Negra (SEM SPOILERS)

A Viúva Negra traz o universo Marvel de volta aos cinemas!

É desnecessário descrever Natasha Romanoff(Scarlett Johansson) nesta fase do campeonato. A espiã luta lado-a-lado com Super-Soldados e Deuses nórdicos, é boa no que faz e o que faz não é para qualquer um.

Em Viúva Negra encontramos Natasha no rescaldo da Guerra Civil, no meio duma conspiração com fortes laços ao seu passado que ameaça destabilizar o mundo. Cabe à Heroína reencontrar velhos aliados para juntos travarem este plano megalómano.

Pelos anos fora, com cada novo filme em que a víamos, aprendíamos mais sobre a Viúva Negra. (vejam aqui o nosso artigo que ajuda a lembras todas as suas aparições) Desde menções sobre uma missão em Budapeste a revelações da sua infância num programa que formava jovens assassinas. Nesta longa-metragem cumpre-se a promessa de finalmente passarmos uns dias com a enigmática personagem.

Viajamos ao seu passado, desvendamos mistérios sobre a sua identidade e conhecemos as suas companhias menos “super-heróicas”, tudo isto sobreposto ao espetáculo visual ao qual a Marvel nos habituou.

Então o que é este filme? Os temas mais pesados, a melhor colocação do humor e o ambiente de mistério enaltecem-no, enquanto o ritmo mal conseguido, especialmente no complicado clímax, o trazem a baixo.

“Viúva Negra” apresenta-nos uma panóplia de novas personagens, mas a que seria inicialmente mais interessante é sem dúvida Taskmaster, o que não é dizer muito.

O mercenário que já conta com fãs no mundo da BD e que recentemente participou tanto no aclamado jogo “Spider-Man” da Insomniac como em “Avengers” da Crystal Dynamics, chega finalmente ao cinema e neste filme o verdadeiro vilão é a forma como a personagem foi subdesenvolvida. Em “Viúva Negra” Taskmaster é praticamente mudo. Só aprendemos o que quer que seja sobre o mercenário no final do filme e, embora interessante, sabe a pouco e vem em má hora.

Viúva Negra Póster

Não, aqui o foco principal é a relação entre Natasha e Yelena Belova(Florence Pugh), a futura Viúva Negra do Universo Marvel. Embora seja um esforço transparente, também é bem conseguido, Yelena é uma personagem divertida, motivada e competente, será um deleite voltar a vê-la em breve.

Isso significa que “Viúva Negra” acaba por parecer mais um filme “buddy cop” com ambas Natasha e Yelena no banco do condutor, em vez do filme “a solo” que se esperava. Foca-se ainda em fintar erros de continuidade, responder a algumas perguntas, e estabelecer futuras personagens.

É uma longa-metragem competente, embora não corresponda a algumas expectativas consegue ainda assim surpreender pela positiva.

Com tudo isto em mente, é minha opinião que o filme já vem tarde, as nossas despedidas a Scarlett Johanson ficarão para sempre no “Endgame”. “Viúva Negra” serve principalmente para nos lembrar que a heroína teve outras aventuras neste universo, e fá-lo bastante bem.

Classificação: 7/10

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