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Cinema: Crítica – Um Homem Furioso (2021)

Os inícios humildes de Guy Ritchie, que começaram em 1998 com Um Mal Nunca Vem Só, e em 2000 com Snatch – Porcos e Diamantes, fizeram do realizador britânico uma das super-estrelas do cinema. Com o seu estilo único e os seus argumentos originais, que davam uma visão dentro do submundo dos gangsters da terra de sua Majestade, cativaram muitos que acompanham a sua carreira de forma ritual. Foi desde da sua adaptação de Aladdin e subsequente lançamento de The Gentlemen: Senhores do Crime, que Ritchie parece ter evoluído a fórmula que ele próprio criara, com a estreia de Um Homem Furioso, que junta novamente Jason Statham com o realizador.

Conhecemos H (Statham), um homem misterioso que se junta a uma empresa de transporte de valores recentemente assaltada, com uma missão específica que essa fica por revelar, numa história não-linear contada ao bom estilo tradicional que apenas Ritchie sabe fazer. É na espiral da narrativa que vive o coração de ferro do filme, onde ficamos a conhecer mais sobre H, a sua vida e o seu propósito naquela situação, repleta de violência brutal com muitos tiroteios à mistura.

Talvez o mais importante é a notória evolução da dupla, que num espaço de mais de 20 anos, ambos currículos foram recheados de bons e maus momentos das suas carreiras, trazendo-os até este momento. Se The Gentlemen: Senhores do Crime foi considerado um regresso ao género de narrativa que tanto conhecemos e amamos de Ritchie, Um Homem Furioso pode ser visto como o próximo passo da nova geração, uma que permite o realizador poder explorar sem contenção as suas maiores e mais arriscadas ideias Hollywoodescas.

Durante as duas horas de película, somos brindados com muita acção e intriga, revelando aos poucos as verdadeiras intenções de H e os seus motivos da missão que tem para cumprir, suportado por um incrível ensemble, do qual inclui Josh Hartnett (Homicídio em Hollywood), Holt McCallany (Blue Bloods), Jeffrey Donovan (Espião Fora de Jogo), Scott Eastwood (Velocidade Furiosa 8), entre muitos outros.

Dito isto, Um Homem Furioso é um dos mais emocionantes filmes do ano, com a intensidade de uma bomba-relógio, com cada segundo a passar a deixar-nos curiosos para o que vem a seguir e desvendar a história de um homem misterioso e muito, muito furioso. Começando a ser difícil de bater as as obras anteriores, Ritchie prova novamente que é capaz de inovar a si mesmo, mudando para um tom mais negro que o usual, onde nem tudo é o que parece, e Statham firma o seu lugar permanente como um dos grande heróis de acção da nossa geração.

Nota Final: 9/10

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