Cinema: Crítica – The Nun – A Freira Maldita (2018)

O mistério do demónio Valak será revelado em The Nun – A Freira Maldita. Será que cumpriu a promessa de ser o capítulo mais assustador do Universo The Conjuring? Estreia a 6 de setembro nos cinemas.

The Nun - A Freira MalditaRealizado por Corin Hardy e produzido por James Wan, em The Nun – A Freira Maldita, uma jovem freira executa um dos maiores pecados católicos, o suicídio. A freira Irene (Taissa Farmiga), uma noviça prestes a cumprir os votos finais, e o padre Burke (Demian Bichir) são enviados pelo Vaticano para desvendarem o segredo acerca da força maléfica existente neste local e verificar se o solo ainda é sagrado.

Filmado na Roménia, o filme apresenta um clima bastante assustador com os seus cenários sombrios da gigantesca igreja, cemitério e aldeia onde a história se passa, estando tudo feito ao pormenor para recriar o acontecimento aterrorizante dos anos 50. Aliados a estas imagens, conhecemos uma das figuras mais populares da demonologia, Valak, sendo sempre apresentado na forma de freira (Bonnie Aarons), tal como foi visto em The Conjuring 2: A Evocação.

Taissa Farmiga é a protagonista de The Nun - A Freira Maldita

A história passa-se em redor de duas personagens assombradas pelo seu passado, a freira Irene juntou-se à fé devido ao reconhecimento que a Igreja deu às suas visões e o padre Burke sente-se constantemente abalado pela morte de um rapaz anteriormente possuído. Juntos tentam desvendar o mistério demoníaco que assombra esta abadia. Um dos pontos positivos é o modo como o filme nos apresenta personagens seguros acerca do mundo sobrenatural, contrariamente a vários filmes do género.

The Nun - A Freira Maldita

Por consequência, o filme funciona bastante bem como uma apresentação de Valak apesar de nunca vermos a sua forma original, no entanto, contém um tipo de terror bastante diferente dos seus antecedentes no mesmo Universo. Os jump-scares são competentes e inicialmente imprevisíveis, mas infelizmente o filme cai numa repetição constante. Basicamente, tenta pegar no terror lento que esta saga nos habituou, no qual os jump-scares não eram imediatos e têm uma longa duração antes de serem apresentados ao espetador/personagem. chegando a tornarem-se cada vez mais acentuados. Porém, em The Nun, a música e clima do filme antecipam logo o susto que irá proceder, sendo estes muitas vezes demonstrados meio fora-de-campo em que vemos personagens a aproximarem-se dos protagonistas através de uma mão ou um corpo que vem de um dos lados do ecrã. Inicialmente, são efetivamente positivos, mas a sua constante repetição torna o filme altamente previsível, tocando por vezes no aborrecido.

  [VENCEDORES] Passatempo - Antestreia: ATÉ À MORTE!

Para além destas duas personagens, temos ainda o aldeão francês (Jonas Bloquet), que é utilizado somente para comic relief e ligação com o restante Universo The Conjuring. Infelizmente, The Nun – A Freira Maldita não fica acima de ambos os The Conjuring e o mais recente Anabelle: Creation, mas funciona como uma história demoníaca entusiasmante e recheada de cenários sombrios e performances de qualidade. É obviamente um filme a não perder para os fãs do género e da saga que quererão compreender mais acerca desta personagem misteriosa, no entanto, arrisca pouco e mantem-se sempre na linha do medíocre.

The Nun - A Freira Maldita

  • The Nun – A Freira Maldita estreia a 6 setembro 2018 nos cinemas

6/10

Tiago Ferreira

Tiago Ferreira

Estudante de Cinema e Teatro, Crítico de Cinema, Fotógrafo novato e Cosplayer.

You may also like...

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *