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Cinema – Crítica: Os Mauzões

“Os Mauzões” preparam-se para atacar os cinemas mais próximos. Será este o derradeiro filme de animação desta Páscoa?

 Os Mauzões

O novo filme de animação da Dreamworks baseado nos livros infantis de Aaron Blabey estreia num momento em que a deslocação aos cinemas não é tão comum devido a questões como a Páscoa. No entanto, se surgir a oportunidade, é um erro perder este filme, seja na sua versão original, seja na versão dobrada em português.

 A verdade é que “Os Mauzões” tem uma das histórias mais divertidas que vi, em termos de cinema de animação, nos últimos tempos. Pegar em personagens que, por norma, associamos a vilões e tentar torná-los nos heróis da história, dando-lhes assim um motivo de redenção, torna a história incrível. Neste filme, seguimos o Sr. Lobo (Sam Rockwell na versão original/ Tomás Alves na versão portuguesa) e os seus comparsas, o Sr. Víbora, o Sr. Tubarão, o Sr. Piranha e a Sra. Tarântula, são os maiores criminosos neste mundo que mistura humanos e animais humanoides. No entanto, quando são detidos decidem unir-se ao Professor Marmelada para se tornarem… “Os Bonzinhos”.

Os Mauzões

Para vos ser honesto, é natural que este tipo de história já tenha sido escrita e rescrita no cinema. Porém, toda a atenção dada ao filme e aos pormenores que encontramos pelo caminho são fabulosos. Além disso, acaba por se tornar um filme que se vê bem e que nem damos pelo tempo passar. As piadas estão, por norma, no ponto, existindo algumas que a punchline pode não ser apanhada pelos pequenitos, mas que fará os pais riram às gargalhadas na sala de cinema.

O estilo de animação, no entanto, é aquele que considero o ponto alto da película. Não é um filme em 3D comum, pois consegue misturar vários tipos de arte pelo mesmo e, em alguns pontos muito específicos e bem justificados, torna-se por alguns segundos num filme 2D com alguns efeitos em 3D, mostrando assim a vontade da Dreamworks de mostrar outros tipos de animação que não costumamos associar a eles.

Os Mauzões

Por fim, gostaria de falar um pouco da dobragem portuguesa. Desde muito cedo que comecei a ver filmes de animação na língua original, pois, para entender toda a história e piadas não havia melhor. Não quero com isto dizer que odeio as dobragens na minha língua materna, muito pelo contrário. Esta em especial é algo de incrível. Existem vozes que ouvimos todos os dias ou que conseguimos reconhecer, mas, neste caso, estavam tão incorporadas no filme que não conseguia reconhecer e isso, para mim, faz com que o filme pareça que tivesse sido feito de propósito para o nosso mercado. Custa-me até dizer que demorei quase metade do filme a entender que o Professor Marmelada era dobrado pelo Nuno Markl, uma pessoa que ouço quase todos os dias na rádio. Era como se a personagem tivesse sido feita para ele mesmo.  

Os Mauzões

Resta concluir que, “Os Mauzões” é o filme desta Páscoa para os mais pequenos. No entanto, os adultos não se precisam de acanhar ou ficar aborrecidos, porque vão poder aproveitar de uma história divertida, personagens carismáticas e uma animação soberba.

Nota Final: 8/10

“Os Mauzões” assaltam as salas de cinema a partir de dia 14 de Abril

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