Cinema: Crítica – Line of Duty: O Resgate (2019)

Para Aaron Eckhart, deve existir uma vida antes e depois de O Cavaleiro das Trevas, quando em 2008 encarou Harvey Dent, num dos mais aclamados filmes de super-heróis de sempre, tendo depois protagonizado outros diversos filmes, entre eles O Expatriado, que tentou posicionar o actor como um possível herói de acção. Por mais que tentasse, Eckhart nunca se fomentou nessa posição, mas o realizador Steven C. Miller viu algo nele e com seu novo, Line of Duty: O Resgate, um thriller algo alucinante.

Neste filme conhecemos Frank Penny (Eckhart), um polícia que passa os seus dias a patrulhar as ruas da cidade e mantê-las seguras, até que no pior dos seus dias interfere com uma missão de captura de um raptor, matando a única pista para reaverem a filha de um comandante das forças policiais. Indiferente às ordens, este decide prosseguir com a sua missão de salvamento, acompanhado por uma jovem jornalista, Ava Brooks (Courtney Eaton), que quer apenas mostrar o lado real das notícias.

Line of Duty: O Resgate segue uma estrutura clássica de um filme de acção onde tudo encaminha para momentos de grande tensão, frequentemente em forma de tiroteios intensos, onde o vilão principal, interpretado por Ben McKenzie, mostra um lado diferente do actor que conhecemos na popular série sobre adolescentes O.C. – Na Terra dos Ricos, e que tem feito uma carreira como o bom da fita como James Gordon em Gotham.

Esta missão tem também os seus momentos mais ridículos, onde o senso de urgência parece não ter grande importância, sobretudo quando Frank e Ava discutem sobre coisas triviais, em cenas que acabam por ser frustrantes. Ainda assim, o seu papel secundário traz boas intenções, numa altura em que os media utilizam imagens policiais, por vezes distorcendo a verdade e o seu contexto. Naturalmente que estamos a apoiar este vigilante que só quer fazer o bem, mas por vezes perde o seu verdadeiro sentido, principalmente quando, subtilmente, percebemos que os polícias nesta cidade não só têm má pontaria, como também são incompetentes a investigar um crime cometido contra um dos seus chefes. Nunca nos é explicado porque assim seja, mas rapidamente nos distraímos com as trocas de balas.

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Assim, Line of Duty: O Resgate é um thriller de acção sem grande pompa e circunstância, mas que opta por explorar a ideia do género num mundo dominado por ecrãs de smartphones e as notícias a serem acompanhadas em directo e sem filtro. Entre tiroteios e diálogos desajeitados entre um homem de meia idade e uma millennial, nem tudo acerta no ponto, mas garantidamente passam uma sessão minimamente divertida no cinema.

Nota Final: 6/10

Ricardo Du Toit

Fã irrepreensível de cinema de todos os géneros, mas sobretudo terror. Também adora queimar borracha em jogos de carros.

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