Cinema: Crítica – Assalto ao Poder (2019)

Tudo começou em 2013, quando estrearam dois filmes com a mesma premissa: uma força externa ataca a Casa Branca. Gerard Butler  em Assalto à Casa Branca, estreado em Maio, e  Channing Tatum em Ataque ao Poder estreado em Setembro. Ainda que fossem dois filmes com ameaças fundamentalmente distintas, a sua essência acabou por ser semelhante, gerando alguma discussão. Assalto à Casa Branca acabou por dar origem a mais dois filmes, completando agora a sua trilogia com Assalto ao Poder.

Mike Banning (Butler) continua a ser considerado um dos melhores agentes, e está em consideração para ser o director dos Serviços Secretos. Mas quando há um tentativa de homicídio ao presidente Allan Trumbull (Morgan Freeman), matando a sua equipa inteira de agentes, Mike é o bode expiatório ao ser o único sobrevivente. Em fuga, cabe a ele provar a inocência, enquanto identifica os verdadeiros culpados.

Mais uma vez estamos perante  um filme de acção puro, remanescente dos heróis dos anos ’90, onde os tentáculos da conspiração chega ao topo da hierarquia, com os seus perpetradores a seguirem a  própria agenda, utilizando esta situação para atingirem os objectivos.

Enquanto que Assalto a Londres levou demasiado a sério o género de filme que realmente é, este Assalto ao Poder retoma o rumo iniciado com o primeiro filme, onde vemos Mike a recorrer a soluções menos oficiais para descobrir quem é que o está a incriminar e porquê. Isto, enquanto enfrenta a sua própria mortalidade, resultado dos ossos do ofício.

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Durante a primeira hora, a intriga desenvolve-se de uma forma suficientemente convincente, para que a segunda parte se dedique a tiroteios, explosões e ao jogo onde o melhor homem vence. Claro que por mais nonsense que seja tudo, não podemos censurar a natureza macho, cheia de testosterona, onde matar ou morrer são as únicas opções.

Neste espectáculo à base de pólvora e explosivos, juntamente com frases que poderiam ser ditas há 30 anos por Schwarzenegger, o melhor é desligar a cabeça e aproveitar uma viagem pelo mundo da sobrevivência, que inclui uma visita a Nick Nolte, a retomar os seus papéis como o louco que vive na floresta.

Com isto, Assalto ao Poder não pretende ser nenhuma obra-prima, optando por ser antes um bom serão no cinema, capaz de fazer esquecer todos os problemas que existem fora da sala, algo que faz com sucesso e sem qualquer vergonha. Agora é esperar para ver qual é a próxima ameaça que o agente Mike Banning terá que enfrentar…

Nota Final: 5/10

Ricardo Du Toit

Fã irrepreensível de cinema de todos os géneros, mas sobretudo terror. Também adora queimar borracha em jogos de carros.

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