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Cinema: Crítica – 2 Príncipes em Nova Iorque (2021)

Um Príncipe em Nova Iorque é, inegavelmente, um clássico do cinema, lançado durante o auge de Eddie Murphy e do realizador John Landis, olhado como um dos melhores filmes de comédia alguma vez feitos. Sem uma grande razão, a existência de uma sequela deverá vir de uma insistência dos grandes estúdios em explorar a nostalgia do seu público, uma das muitas referências irónicas que 2 Príncipes em Nova Iorque menciona, levando-nos a perguntar no mundo real: era mesmo preciso este filme existir?

Passados 30 anos desde do casamento de Akeem (Murphy) e Lisa (Shari Headley) no reinado de Zamunda, os mesmos poderão estar prestes a entrar numa guerra com o General Izzi (Wesley Snipes) do reino vizinho de Nextdoria, que poderá pôr o trono em causa. Isto até Akeem descobrir que tem um filho bastardo da sua primeira visita a Nova Iorque, que lhe dá uma nova esperança, na forma de Lavelle Junson (Jermaine Fowler).

O que se segue é uma reintrodução de uma narrativa adaptada para as personagens em questão, sem o mesmo charme e divertimento que fez do primeiro filme um ícone; relembrando que a obra de 1988 foi classificada nos E.U.A. para maiores de 18 e a sequela foi tornada acessível com um mero PG-13, deixando de lado qualquer tipo de vocabulário mais colorido. Em consequência, temos uma sequela que não contém qualquer momento que se arrisque em ser ousado, retirando qualquer tipo de possível perigo cómico que se poderia esperar.

No entanto, a sua aposta natural em piadas de cultura-pop moderna têm uma tendência em acertar bem no alvo, com aparições de convidados especiais, como Morgan Freeman e Trevor Noah; e o regresso dos velhotes do barbeiro, personagens interpretadas por Murphy e Arsenio Hall em quantidades variadas de próteses e maquilhagem, que continuam bastante engraçados, mas agora com uma linguagem mais familiar.

2 Príncipes em Nova Iorque é um filme com muito conteúdo estranho, começando com uma recapitulação dos eventos do primeiro filme – para o caso de se terem esquecido com o que a excelência se pareça – por motivos redundantes, e a presença de promoção descarada de marcas, como Pepsi e Friskies a serem destacados, podendo haver um momento em que poderíamos achar que estava a haver uma espécie de intervalo. Este último leva com uma enorme dose de ironia, tendo em conta que filme apresentou ao mundo o McDowell, um restaurante de fast-food, parecido-mas-não-igual ao McDonalds.

Com isto, estamos perante uma película que tem falta de coração e de bom senso, ficando-se pela sua mediocridade. No meio disto tudo, talvez o melhor vindo deste filme é KiKi Layne como Meeka, a primeira filha de Akeem e Lisa, e as interações com Snipes, que carregam tanto do que é bom no seu pouco tempo de antena.

Nota Final: 5/10

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