As Aventuras de Blake e Mortimer – O Vale dos Imortais

“O Vale dos Imortais” é o 25º álbum original da série Blake e Mortimer, e será lançado a 20 de Novembro, apenas 4 dias após o lançamento em França, tornando-se assim numa das versões traduzidas com o lançamento mais cedo.

A conhecida série de BD franco-belga Blake e Mortimer foi lançada em 1946 e constitui, ainda hoje, um verdadeiro fenómeno editorial: está traduzida em 17 línguas e as vendas mundiais acumuladas ultrapassam os 12 milhões de exemplares!

As Aventuras de Blake e Mortimer - O Vale dos ImortaisA versão portuguesa terá duas edições distintas (cada uma com capa e ISBN próprios), sendo uma destinada ao mercado em geral e outra destinada à venda exclusiva na FNAC.

A SINOPSE DE: O VALE DOS IMORTAIS

Em Lhassa, o Palácio Imperial do ditador Basam-Damdu é pulverizado por um esquadrão de Espadões e o mundo, aliviado, celebra o final da Terceira Guerra Mundial. Entretanto, na vizinha China, enquanto os comunistas de Mao enfrentam os nacionalistas de Chiang Kai-shek, o Senhor da Guerra Xi-Li tenta apoderar-se de um manuscrito que lhe irá permitir garantir o seu poder sobre o Império do Meio. Face às ameaças que pairam sobre a região, o capitão Francis Blake é incumbido de organizar a defesa da colónia britânica de Hong Kong. Por seu turno, em Londres, o professor Philip Mortimer manifesta grande interesse por uma curiosidade arqueológica chinesa, suscitando a cobiça e a inveja de alguns.

Ao mesmo tempo, o famoso coronel Olrik, ex-conselheiro militar de Basam-Damdu, aproveita o caos reinante para vender os seus serviços ao general Xi-Li, numa tentativa de aplacar a sua sede de vingança.

Primeiro tomo de um díptico, O Vale dos Imortais começa exatamente onde tinha acabado O Segredo do Espadão. Os fãs de Blake e Mortimer encontrarão alguns dos ingredientes que contribuíram para o sucesso da saga de Edgar P. Jacobs: a grande aventura, o exotismo, aqui expresso pelas ruelas perigosas de Hong Kong, a atmosfera londrina digna das mais belas páginas de A Marca Amarela e a ficção científica, encarnada pelo novo engenho concebido pelo professor Mortimer, o Skylantern, tudo isto acompanhado por algumas figuras de traidores e por um Olrik mais maquiavélico do que nunca.

As Aventuras de Blake e Mortimer – O Vale dos Imortais
Yves Sente, Teun Berserik, Peter Van Dongen
Edições ASA
64 páginas, Cores, Capa Dura
PVP: 15,90€

SOBRE OS AUTORES

As Aventuras de Blake e Mortimer - O Vale dos ImortaisYves Sente

Argumentista (n. 1964)

Yves Sente nasceu em Bruxelas, em 1964. Ainda em pequeno, lê avidamente A Marca Amarela, que ele considera a obra-prima de Jacobs. De resto, as aventuras de Blake e Mortimer vão marcar o seu destino. Em 1998, numa altura em que dirige as Éditions du Lombard, mergulha com o desenhador André Juillard no argumento de A Conspiração Voronov, um episódio inédito das “Aventuras de Blake e Mortimer” que se desenrola em plena guerra fria e que foi alvo de votação pela crítica e pelo público. Yves Sente cria então Os Sarcófagos do 6º Continente, onde revela a juventude do Professor Mortimer.

Mais tarde confirma o seu talento como argumentista, assinando La Vengeance du Comte Skarbek e retomando Thorgal, com Rosinski. Inicia em seguida a série Janitor, com François Boucq, antes de regressar a Blake e Mortimer com O Santuário de Gondwana, uma história passada no coração de África. Em 2011 concretiza um outro projeto: retomar as aventuras de XIII com Iouri Jigounov. Em 2012, Yves Sente leva Blake e Mortimer a Inglaterra para O Juramento dos Cinco Lords; em 2014 recua no tempo e relata a primeira aventura conjunta dos dois heróis em O Bastão de Licurgo; depois, em 2016, coloca-os no centro de uma história em torno do mais célebre dramaturgo britânico de todos os tempos: William Shakespeare; e agora, em 2018, assina mais uma aventura da dupla de heróis britânicos mais célebre da BD, desta feita nos confins da Ásia.

  Stranger Things: Seis

Teun Berserik

Desenhador

Nascido no seio de uma família de artistas nos Países Baixos, Teun Berserik demorou algum tempo a enveredar pelo mundo artístico. Com efeito, foi só depois de ter gerido durante doze anos uma oficina especializada em carros anteriores a 1940 que a musa do desenho lhe bateu por fim à porta. Em resultado disso, para além de ilustrações para manuais escolares de várias disciplinas (biologia, história…), bem como alguns trabalhos de publicidade e desenhos animados, Teun Berserik executa atualmente bandas desenhadas (por vezes didáticas) para crianças, adolescentes e adultos. O seu romance gráfico dedicado aos primeiros anos de Van Gogh (intitulado justamente Vincent Van Gogh e publicado em 2012) recebeu em 2013 o Prémio para o Melhor Romance Gráfico da Het Stripschap (Associação de Banda Desenhada dos Países Baixos). Desde 2000 que se dedica à pintura, tendo participado em diversas exposições tanto como membro do Pulchri Studio (https://pulchri.nl/) como do Haagse Kunstkring (https://www.haagsekunstkring.nl).

Executa além disso pinturas murais, sendo que uma das maiores, com 4,5m x 24m, está exposta no Museu da Guerra de Overloon (Países Baixos).

Peter Van Dongen

Desenhador (n. 1966)

Autor de banda desenhada e ilustrador, Peter Van Dongen viu o prémio neerlandês de BD Stripschap ser sucessivamente atribuído ao seu primeiro álbum Muizentheater (Teatro de Ratos), publicado em 1990, e à sua banda desenhada em dois volumes Rampokan, lançada em 1998 e 2004. Esta última – que o tornou conhecido internacionalmente – desenrola-se durante a guerra da independência da Indonésia, em 1946, e tem como herói o militar holandês Johan Knevel, que regressa ao país da sua infância para aí encontrar um mundo em vias de desaparecimento. O díptico Rampokan, traduzido em francês, alemão, indonésio e inglês, foi distinguido com vários prémios, entre os quais o Prix du Lion em 1999, em Bruxelas. Em 2013, a pedido da marca de roupa Gant International, Van Dongen desenha o álbum Drie dagen in Rio (Três Dias no Rio), que narra a infância do fundador da marca, Lennart Björk. Em março de 2018, Van Dongen recebeu o Prémio Stripschap pelo conjunto da sua obra.

Fonte: Asa

Hugo Jesus

Co-criador e administrador do Central Comics desde 2001. É também legendador e paginador de banda desenhada, e ocasionalmente argumentista.

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