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Análises: Windjammers 2, FightNJokes, PopSlinger e outros

Hoje trazemos análises curtas a vários jogos que jogamos durante estes tempos, incluindo Windjammers 2, FightNJokes, The Company Man, entre outros.

Windjammers 2 Já Disponível (Playstation 4, Xbox One, PC, Nintendo Switch)

O original Windjammers é um jogo da minha juventude e que nasceu pela Data East nas arcadas da Neo Geo em 1994. Quando descobri que uma sequela estava a ser preparada para sair quase 30 anos depois, soube logo que o tinha de adicionar à minha coleção… e não fiquei nada arrependido!

Este é um jogo de de desporto que temos de lançar um disco voador (frisbee) para o campo do adversário, com o objectivo que ele passe pela baliza ao fundo, e que está dividida entre zonas que valem 3 ou 5 pontos. Ou então esperar que o adversário deixe cair o disco no chão, e aí vale 2 ou 4 pontos, conforme a situação. Cada assalto acaba aos 15 pontos, ou até o tempo terminar (situação que é rara).

Podemos dizer que é um jogo que mistura os conceitos do clássico PONG da Atari, com um qualquer fighting game 1×1.

Temos 10 personagens jogáveis (mais 4 que o original) com muitos mais movimentos que o jogo original, e 10 arenas diferentes (também mais 4 que o jogo de 1994). Cada personagem e arena tem as suas características. Nas personagens temos de ter em conta a velocidades Vs. força, além do que cada uma também tem um poder especial diferente. Nas arenas, há mais agora com obstáculos diferentes, e ainda a insana “Casino”, boa para podermos recorrer a ela quando vemos que o nosso adversário é superior a nós e precisamos um pouco mais de sorte para o vencer.

Podemos jogar em formato arcade contra IA, ou contra um amigo em local, mas o que realmente torna tudo mais interessante e viciante, é a versão online, onde podemos jogar contra jogadores de todo o mundo, e podemos ir subindo (ou descendo), numa tabela de ranking.

Como nota final posso dizer que tenho o jogo há 3 semanas, e não há dia algum que não vá jogar umas partidas! Vício puro!

Se queres um jogo para umas partidas rápidas diárias, tens aqui um excelente exemplo.

Nota final: 8.5/10

FightNJokes – Já Disponível (Xbox One, PC, Nintendo Switch)

FightNJokes

Para começar estas análises curtas, trago-vos FightNJokes que se me dissessem que era um jogo de luta da era da Super Nintendo acreditava vivamente.

O jogo por si só, é uma pérola feita em 16bits que não é necessário levar a sério. Aliás, não é mesmo para ser levado a sério, já que o próprio jogo mostra logo de inicio caracteristicas de humor e paródia. Preparem-se para um jogo de luta rídiculo em que não vão saber que lutar escolher pois irão andar à porrada nos lugares mais estranhos do planeta.

FightNJokes

No entanto, mesmo não sendo propriamente um jogo para se levar a sério é de louvar todo o trabalho que a Mental Drink teve com este pequeno tesourinho. Os movimentos saão fluídos e existe uma certa componente e profundidade em termos de combate tornando-se um jogo fácil de jogar, mas, ao mesmo tempo, difícil de se dominar.

Aqui está uma pequena proposta para jogarem com os amigos e rirem-se às gargalhadas com algumas situações que são colocadas à frente do jogador.

Nota Final: 8/10

The Company Man – Já Disponível (PC, Nintendo Switch)

The Company Man

O que é melhor do que chegar a casa depois de um dia cansativo de trabalho do que jogar? Chegar a casa e jogar um jogo em que temos que controlar um individuo que quer subir nos patamares da empresa em que recentemente começou a trabalhar!

The Company Man é o jogo perfeito para quando estamos cansados de algumas situações no trabalho e precisamos de descarregar de alguma forma. Munidos com um teclado que funciona como uma espécie de espada, preparem-se para aventurarem-se ao longo de vários níveis em que temos de derrotar os nossos colegas de trabalho e os nossos chefes para chegarmos ao topo da cadeira alimentar empresarial. Pensem num Mayhem mas menos violento e mais amigo da criançada.

The Company Man

Acaba por ser um jogo divertido que peca apenas pela sua duração e dificuldade. O jogo é curto, contabilizando apenas cerca de 5 horas de jogo, podendo ser passado numa tarde em que temos muito pouco para fazer. Além disso, a sua dificuldade extrema especialmente em combates contra os chefes pode deixar muito jogador de pé atrás, pois o desafio que trás não compensa toda esta dificuldade.

Porém, deixem-me concluir que, The Company Man é daqueles jogos que podemos não jogar todos os dias, mas que quando o jogamos divertimo-nos durante horas, pois quem é que não precisa por vezes de relaxar do trabalho?

Nota Final: 7/10

PopSlinger – Já Disponível (Nintendo Switch)

PopSlinger

Jogos de tiros e de ritmo são dois géneros que não deveriam ser misturados. No entanto, PopSlinger decide fazer isso e ainda meter o aspecto de anos 80 e 90 ao barulho!

Posso adiantar ao leitor que acaba por ser uma formula bastante divertida e curiosa…durante a primeira meia hora. Depois, acabamos sempre a fazer o mesmo: tentamos juntar os monstros da mesma cor, para depois derrota-los quando estiverem em quatro em linha, seguindo novamente para os próximos inimigos e repetirmos o processo.

PopSlinger

Por um lado, é divertido e interessante ver toda a inspiração dos anos 80 e 90, tanto nas roupas, como nos cenários e nas referências que vão aparecendo ao longo do jogo que, para ser honesto, só os mais atentos é que irão apanhar. Porém, chegar ao fim de um nível é uma tortura por estarmos sempre a fazer os mesmos movimentos, numa história que não puxa pelo jogador.

PopSlinger é então um jogo que poderia ser uma novidade agradável no mundo dos jogos de tiros e de ritmos, já que tenta combinar o melhor de dois mundos, mas acaba por falhar demasiado por causa da repetitividade.

Nota Final: 5/10

Breakneck City – Já Disponível(PC, Nintendo Switch, Xbox Series, Xbox One, PlayStation 4, PlayStation 5)

Breakneck City

Breakneck City foi talvez o jogo com que me diverti mais nos últimos tempos. No entanto, não se engane leitor, não foi por ter gostado e por o jogo ser bom, antes pelo contrário!

Primeiramente, permitam-me que vos conte um segredo: eu não sou o maior fã da EastAsiaSoft, caso ainda não tenham reparado. No entanto, surgiu a oportunidade de jogar este Breakneck City e a minha relação de amor-ódio com a empresa acabou por piorar um bocadinho.

Imaginem um beat’n’up genérico, que acaba por tentar inovar por ter duas raparigas como personagens principais em que metade do jogo está completamente cheio de bugs e erros. Como podem imaginar não é a melhor experiência do universo.

Breakneck City

Porém, devo admitir que deu momentos de alguma diversão quando joguei em Share-Play esta pérola. A descoberta de que podemos andar em postes de rua quais dançarinas de varão é algo de especial,ou, até mesmo quando entramos numa área que não é suposto e ficamos presos, levando a alguns minutos de ficarmos a falar com o nosso amigo sem saber o que fazer.

Resta concluir que, Breakneck City é dos piores jogos que alguma vez joguei, no entanto, se quiserem rir, pode tornar-se um jogo de culto entre amigos para uns serões com umas cervejas à mistura.

Nota Final: 1/10

Ficha Técnica

FightNJokes
Distribuidor e Desenvolvedor: Mental Drink

The Company Man
Distribuidor: Leoful
Desenvolvedor: Forust

PopSlinger
Distribuidor e Desenvolvedor: Funky Can Creative

Breakneck City
Distribuidor e Desenvolvedor: eastasiasoft

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