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Análise: Fortnite regride com Season 6, ou será que evoluiu?

Ontem tivemos a tão aguardada estreia da Season 6 de Fortnite, intitulada de Primal, e onde vimos mais uma vez o cenário da ilha, de um dos battle royale de maior sucesso no mundo, mudar de aspeto.

Esta nova temporada de Fortnite dá continuação à história deixada na temporada anterior, Zero Crisis, e onde vemos a falha espácio-temporal localizada no meio do mapa, o zero point, prestes a colapsar, ameaçando assim acabar de uma vez por todas com esta realidade. É a partir deste momento que o jogador acompanha o agente Jones e The Foundation (o líder do misterioso grupo The Seven), numa missão single player à semelhança de temporadas anteriores, na tentativa de conter o zero point.

Após este trabalho unido de contenção, o zero point emite um pulso de energia por toda a ilha, regredindo partes do mapa para um cenário mais selvagem e primitivo, com uma torre em espiral (The Spire) agora a dominar o centro do mapa, anteriormente coberto por um imenso deserto. Adicionalmente, espalhados em diferentes locais do mapa podemos encontrar um total de 6 guardiões que após serem derrotados deixam cair, para além de bom armamento, um Guardian Orb que se for devolvido ao centro do mapa recompensa o jogador com um item novo e lendário, as Mythic Spire Jumpboots, que ajudam na travessia do terreno.

Zero Crisis, tinha-nos trazido um mapa diverso, ao ir buscar inspiração a capítulos anteriores, e ocupado na sua maioria por um grande deserto. Primal vem assim substituí-lo por uma paisagem mais selvagem, e com isso introduzir novas mecânicas inexistentes até agora.

Temos agora novos animais, os quais podemos caçar e domesticar

Uma das novidades neste novo mapa de Fortnite são a presença de novos animais a vaguear o cenário, como lobos, javalis, galinhas e sapos. Com a entrada destes animais surgem também novas mecânicas, que juntamente com a reintrodução do arco, se refletem nas temáticas de caça e sobrevivência, indo buscar inspiração a jogos como o recente Red Dead Redemption 2.

Estes animais podem assim ser caçados pela sua carne, que permite recuperar vida, mas também pelos seus ossos. A estes novos items, foram acrescentadas também engrenagens que podem ser obtidas pela destruição de objetos mecânicos como carros e camiões, e que são a chave de uma das principais mecânicas novas: construção e upgrade de armas.

Esta nova modalidade permite assim ao jogador construir certas armas e fazer um upgrade diretamente no menu de seleção de armas, muito ao estilo de jogos survival como Last of Us e os mais recentes títulos de Tomb Raider. Neste caso, a utilização de ossos faz um upgrade de armas para a categoria Primal, que possuem mais poder de fogo, enquanto que as engrenagens dão origem a armas da categoria Mechanical que apresentam mais precisão.

Com novas armas surgem novos modos de jogar

Incluído neste conjunto de atualizações estão ainda a hipótese de se poder domesticar lobos e a possibilidade de se poder usar galinhas como um planador, numa definitiva referência a jogos da franquia The Legend of Zelda onde a mecânica foi popularizada, e que na minha opinião ganha uma estrelinha extra por o fazer.

O novo Battle Pass reflecte esta nova temporada, ao apresentar skins temáticas como Lara Croft (Tomb Raider), Raven (Teen Titans), Tarana, Raz, Cluck, Spire Assassin e uma nova skin mais selvagem para o agente Jones.

Com esta nova temporada de Fortnite veio demonstrar que é um jogo que se adapta e reinventa dentro do género, e que não tem problemas em ir buscar inspiração a outros géneros e está disposto a arriscar a introdução de novas mecânicas para manter vivo o interesse dos seus seguidores em continuar a jogar este battle royale.

Fortnite Season 6 está disponível para PC, Playstation, Xbox, Android e Nintendo Switch (versão testada)

Editora: Epic Games

Desenvolvedor: Epic Games

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