Bilheteiras: os brinquedos conquistam pais e filhos
As salas de cinema portuguesas receberam um novo líder entre 18 e 21 de junho, com a estreia de Toy Story 5 a confirmar a força da Pixar junto do público familiar. Enquanto o novo capítulo das aventuras dos brinquedos preferidos das plateias registou uma abertura expressiva, os fenómenos de terror Obsession – A Felicidade é Relativa e Backrooms – O Labirinto mantiveram uma notável resistência comercial. Em sentido contrário, algumas estreias da semana tiveram arranques mais modestos, numa altura em que o verão começa a alterar os hábitos de consumo do público.

Com 63 591 espectadores no fim de semana de estreia, Toy Story 5 entrou diretamente para a liderança das bilheteiras portuguesas. Realizado por Andrew Stanton, o novo capítulo da saga da Pixar reúne Woody, Buzz Lightyear, Jessie e os restantes brinquedos perante uma ameaça inesperada: Lilypad, um moderno tablet com ideias próprias sobre a forma como Bonnie deve brincar.

Na segunda posição, O Dia da Revelação somou 18 624 espectadores e elevou o acumulado para 66 827 bilhetes vendidos em 12 dias. Steven Spielberg assina este thriller de ficção científica protagonizado por Emily Blunt, Josh O’Connor e Colin Firth. A história acompanha uma apresentadora meteorológica que começa a desenvolver estranhos poderes mentais, levando-a a descobrir uma conspiração relacionada com a existência de vida extraterrestre. Leia aqui a nossa análise.

Com mais 11 905 espectadores, Scary Movie: What’s Up? ultrapassou a barreira dos 100 mil espectadores, totalizando 101 302 entradas em 19 dias. Michael Tiddes realiza este regresso da irreverente saga de paródias, reunindo Marlon Wayans, Shawn Wayans, Anna Faris e Regina Hall para uma sátira aos filmes de terror contemporâneos, aos reboots e às sequelas intermináveis.
A quarta posição pertenceu a Obsession – A Felicidade é Relativa, que vendeu 7 543 bilhetes e alcançou os 101 748 espectadores acumulados. Realizado pelo cineasta e criador digital Curry Barker, o filme de terror protagonizado por Michael Johnston e Inde Navarrette acompanha um jovem que recorre a um amuleto sobrenatural para conquistar a rapariga dos seus sonhos, apenas para descobrir que os desejos têm consequências aterradoras.

Também a manter uma forte presença nas salas, Backrooms – O Labirinto atraiu 6 481 espectadores e elevou o total para 85 666 bilhetes vendidos em 25 dias. Kane Parsons, outro fenómeno oriundo do YouTube, realizou esta adaptação do universo viral da internet protagonizada por Chiwetel Ejiofor, Renate Reinsve e Mark Duplass, centrada num pesadelo labiríntico povoado por entidades desconhecidas.
Na sexta posição, Michael vendeu 3 637 bilhetes no fim de semana, acumulando 397 992 espectadores em 60 dias. A cinebiografia dedicada a Michael Jackson continua a revelar uma notável longevidade comercial. O filme acompanha a vida e a carreira do Rei da Pop, recriando alguns dos momentos mais marcantes do seu percurso artístico.
A principal estreia em imagem real da semana, A Morte de Robin Hood, abriu com 2 921 espectadores. Realizado por Michael Sarnoski, o drama protagonizado por Hugh Jackman, Jodie Comer e Bill Skarsgård apresenta uma visão mais sombria do lendário fora da lei inglês, confrontado com os erros do passado e com a possibilidade de redenção.
Em oitavo lugar, O Diabo Veste Prada 2 acrescentou 1 821 espectadores ao seu percurso comercial, atingindo os 349 143 bilhetes vendidos em 53 dias. A aguardada sequela protagonizada por Meryl Streep continua a demonstrar uma assinalável resistência junto do público português.
Com 1 817 espectadores, Tudo o Que Nunca Fomos alcançou os 18 833 bilhetes vendidos em 19 dias. Margarida Corceiro e Maxi Iglesias protagonizam esta adaptação romântica realizada por Jorge Alonso, centrada numa jovem que tenta reconstruir a vida após a morte dos pais, encontrando inesperadamente o amor e a possibilidade de um novo começo.

A fechar o Top 10 surge a estreia de Hokum – A Maldição Oculta, vista por 1 669 espectadores. O filme de terror realizado por Damian McCarthy conta com Adam Scott, Peter Coonan e David Wilmot e acompanha um escritor que viaja para uma remota pousada irlandesa para cumprir o último desejo dos pais, acabando por se confrontar com uma antiga lenda ligada a uma bruxa que assombra o local.
Entre as restantes estreias, O Que é o Amor? reuniu 952 espectadores com uma comédia dramática francesa de Fabien Gorgeart, protagonizada por Laure Calamy e Vincent Macaigne, sobre dois ex-cônjuges que revisitam o passado durante um processo de anulação religiosa do casamento. A coprodução luso-franco-espanhola Magalhães, realizada por Lav Diaz e protagonizada por Gael García Bernal, registou 666 espectadores no fim de semana e 869 contando com as pré-estreias, revisitando a atribulada expedição do navegador português ao serviço da Coroa espanhola. O drama português Duas Vezes João Liberada, de Paula Tomás Marques, foi visto por 242 espectadores, enquanto Por Mais Um Dia, realizado por Miguel Babo, contabilizou 110 entradas. Já o drama italiano Cinco Segundos, de Paolo Virzì, encerrou a lista das novidades da semana com 77 espectadores.

No fim-de-semana foram contabilizados 128 676 espectadores nos cinemas portugueses.
Box Office Portugal –Fim-de- Semana de 18 a 21 de junho
|
# |
TÍTULO |
Nº DIAS |
ESPECTADORES |
ECRÃS |
TOTAL DE ESPECTADORES |
|
1 |
Toy Story 5 |
4 |
63 591 |
135 |
63 591 |
|
2 |
O Dia da Revelação |
12 |
18 624 |
73 |
66 827 |
|
3 |
Scary Movie: What’s Up? |
19 |
11 905 |
56 |
101 302 |
|
4 |
Obsession – A Felicidade é Relativa |
39 |
7 543 |
26 |
101 748 |
|
5 |
Backrooms – O Labirinto |
25 |
6 481 |
37 |
85 666 |
|
6 |
Michael |
60 |
3 637 |
32 |
397 992 |
|
7 |
A Morte de Robin Hood |
4 |
2 921 |
31 |
2 921 |
|
8 |
O Diabo Veste Prada 2 |
53 |
1 821 |
16 |
349 143 |
|
9 |
Tudo o Que Nunca Fomos |
19 |
1 817 |
18 |
18 833 |
|
10 |
Hockum – A Maldição Oculta |
4 |
1 669 |
25 |
1 669 |
Dados ICA – Instituto do Cinema e do Audiovisual; Ordenado por número de espectadores.
Os dados podem ser actualizados com a inclusão de resultados adicionais de salas.
Começou a caminhar nos alicerces de uma sala de cinema, cresceu entre cartazes de filmes e película. E o trabalho no meio audiovisual aconteceu naturalmente, estando presente desde a pré-produção até à exibição.

