Central Comics

Banda Desenhada, Cinema, Animação, TV, Videojogos

Jogos: Strike Force Heroes – Análise

Alguns remakes dão nova vida a velhos clássicos, mas Strike Force Heroes apenas levanta pó. A tentativa da Sky9 Games de ressuscitar o lendário shooter em Flash parece um experimento de Frankenstein, meio homenagem encantadora, meio regresso desajeitado que nunca chega a funcionar plenamente.

Strike Force Heroes

Jogo: Strike Force Heroes
Disponível para: PC, Nintendo Switch, PlayStation 5, Xbox Series
Versão testada: PlayStation 5, Nintendo Switch
Desenvolvedora: Sky9 Games
Editora: IndieArk/Yaozuo Games Ltd

Strike Force Heroes

Comecemos pelo básico: a premissa é deliciosamente absurda, com soldados de elite, megacorporações malignas e explosões a cada cinco segundos. É suposto ser diversão sem pensar muito, pura ação arcade. E, nas primeiras missões, até resulta. As arenas 2D são coloridas, o tiroteio é ocasionalmente satisfatório e o caos tem aquele ar familiar de “desenho animado de sábado de manhã”. Mas, à medida que o jogo avança, as falhas começam a aparecer.

Os controlos tornam-se desajeitados quando o ecrã se enche de inimigos, como se o próprio jogo estivesse a lutar contra si mesmo. O som é um misto de ruídos exagerados de armas e faixas musicais que se repetem até cansar, o que rapidamente quebra qualquer sensação de entusiasmo. E apesar das cutscenes chamativas e das vozes dobradas, a campanha nunca escapa à superficialidade típica da era Flash, é nostalgia esticada até ao limite, sem a frescura ou o ritmo de outrora.

Strike Force Heroes

A personalização é surpreendentemente profunda, sim, mas a progressão assemelha-se a uma máquina de caça-níqueis viciada. As recompensas raramente compensam o esforço e a repetição instala-se mais depressa do que um tempo de respawn. Pior ainda, a versão para PS5 nem sequer arrancou devidamente durante o meu teste, ironia das ironias, para um jogo sobre heróis de ação a salvar o mundo.

O modo multijogador com amigos ainda garante algum divertimento, sobretudo em sessões curtas e despreocupadas, mas a ausência de matchmaking destrói qualquer hipótese de longevidade ou de criar uma comunidade ativa.

Strike Force Heroes

Resta concluir que, Strike Force Heroes quer ser um renascimento. Em vez disso, é um lembrete de que certos clássicos deviam ficar no passado, divertidos de recordar, dolorosos de reviver.

Nota: 4/10

António Moura

Um pequeno ser com grande apetite para cinema, séries e videojogos. Fanboy compulsivo de séries clássicas da Nintendo.

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Verified by MonsterInsights