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Rune Factory: Guardians of Azuma — Um Salto Geracional na Switch 2 (com Reservas)

Rune Factory: Guardians of Azuma brilha ainda mais na Nintendo Switch 2, mas com alguns problemas pelo meio.

Rune Factory: Guardians of Azuma (Nintendo Switch 2)

Jogo: Rune Factory: Guardians of Azuma
Disponível para: PCNintendo SwitchNintendo Switch 2
Versão testada: Nintendo Switch 2
Desenvolvedor: Marvelous Inc.
Editora: Marvelous Europe

Rune Factory: Guardians of Azuma (Nintendo Switch 2)

No início do mês, escrevi sobre Rune Factory: Guardians of Azuma na Nintendo Switch original. Apesar de ter gostado do jogo, senti que este poderia ser ainda melhor na Nintendo Switch 2. Com isso em mente, decidi trazer uma pequena análise/comparação entre ambas as versões.

Na Switch original, o jogo tem como alvo os 30 fps e, na maioria das vezes, mantém esse desempenho, embora a deslocação introduza algumas quebras ocasionais. Os tempos de carregamento ficam aquém das versões para Steam e Nintendo Switch 2, e os compromissos visuais são evidentes: menor nível de detalhe, sombras esbatidas e animações limitadas dos NPCs. Surpreendentemente, não existe qualquer funcionalidade de mira por giroscópio ou por movimento — algo comum em muitos títulos da Nintendo. Ainda assim, é uma experiência notavelmente mais estável do que Rune Factory 5 e, com dados de gravação compatíveis com versões futuras, representa um investimento válido para os fãs de longa data, embora com expectativas moderadas.

A edição para a Switch 2 apresenta uma experiência dividida entre dois modos. No modo docked (ligado à televisão), é uma melhoria significativa: o jogo corre perto dos 60 fps estáveis, com distâncias de desenho aumentadas, sombras mais ricas, vegetação mais densa e texturas de maior resolução que dão vida ao mundo de Azuma de uma forma que a Switch original simplesmente não conseguia alcançar. Os efeitos de iluminação e os detalhes das partículas também revelam melhorias notórias, conferindo mais impacto visual aos combates e às mudanças sazonais. Este modo oferece, finalmente, o nível de polimento que os fãs esperavam há muito — um salto de desempenho e fidelidade que se sente digno de uma nova geração.

Rune Factory: Guardians of Azuma (Nintendo Switch 2)

Já no modo portátil, a história é diferente. A taxa de fotogramas desce com frequência em áreas abertas ou durante cenas mais intensas, tornando a experiência menos fluida e, por vezes, desconcertante. A nitidez visual também sofre, com texturas mais desfocadas e pop-in agressivo que prejudica a imersão. Apesar do suporte para Variable Refresh Rate (VRR), isso não disfarça totalmente as quebras, resultando numa sensação instável durante sessões prolongadas neste modo. A inclusão parcial de controlo por rato sugere uma maior flexibilidade de entrada, mas a sua implementação limitada — provavelmente mais pensada para a navegação no interface do que para a jogabilidade — faz com que pareça uma ideia inacabada em vez de uma funcionalidade concreta.

Em última análise, embora o modo docked ofereça uma melhoria sólida e satisfatória, a experiência em modo portátil carece do polimento e da consistência de desempenho esperados de um título de lançamento da Switch 2. Isto evidencia um desafio persistente no desenvolvimento de jogos híbridos: oferecer experiências igualmente envolventes em ambos os modos.

Rune Factory: Guardians of Azuma (Nintendo Switch 2)

Guardians of Azuma é um esforço louvável por parte da Marvelous. A versão original para a Switch é surpreendentemente competente, apesar dos compromissos visuais. A edição para a Switch 2 brilha no modo docked, mas tropeça no modo portátil — uma falha num título de lançamento. Com futuras atualizações, poderá tornar-se numa referência no género RPG de simulação agrícola — mas, para já, é no modo docked que realmente se destaca.

António Moura

Um pequeno ser com grande apetite para cinema, séries e videojogos. Fanboy compulsivo de séries clássicas da Nintendo.

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