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Lucky Luke: Jolly Jumper Já Não Responde

“Jolly Jumper Já Não Responde” é o quarto volume da colecção “Lucky Luke visto por…”, desta vez pelas mãos de Guillaume Bouzard, autor mais ligado à cena alternativa da BD francesa.

Jack Dalton inicia uma greve da fome na prisão, o que faz com que Lucky Luke seja chamado para resolver mais um problema relacionado com os Dalton. Mas essa não é a única situação que o cowboy que dispara mais rápido do que a própria sombra tem de enfrentar. Ele tem de fazer face a uma situação tão inesperada como grave: Jolly Jumper está aborrecido, amuou e deixou de lhe responder. Lucky Luke tenta desesperadamente retomar o diálogo com o seu fiel companheiro.

 

Extremamente divertido, o livro de Guillaume Bouzard mostra um Lucky Luke diferente, mas tão hilariante quanto os melhores álbuns da série escritas por Goscinny. Entre gags desopilantes, e trocadilhos e jogos de palavras, este Lucky Luke, com um traço cartunesco e muito marcado, é sem dúvida um dos mais “diferentes” já editados por esta colecção até hoje, talvez mais do que o do alemão Mawil… embora à quem aposte que o Lucky Luke do também alemão Ralf König, “Os Chocowboys!” que A Seita irá lançar no início da Primavera 2022 será ainda mais diferente!

JOLLY JUMPER JÁ NÃO RESPONDE
Arte e argumento de GUILLAUME BOUZARD
A Seita
48 páginas, formato 215 x 285 mm, cores, capa dura
ISBN: 978-989-53150-8-6
PVP: 14,95€
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Nascido em 1968 em Paris, Guillaume Bouzard começou cedo a desenhar os seus professores nas margens dos cadernos e mais tarde no seu próprio fanzine Caca Bémol. Em 1989, com o seu amigo Pierre Druilhe vai criar a série Les Pauvres types de l’espace. Desde o final dos anos 80, multiplicando experiências gráficas e narrativas nas suas colaborações com inúmeras publicações independentes, Bouzard afirma-se como um dos pilares dos fanzines e um valor seguro da banda desenhada francesa contemporânea. O seu humor singular, o seu dom como escritor de diálogos combinado com um traço vivo e inventivo confirmam-no como um dos autores mais cativantes da nova geração. Para além da sua colaboração com editoras independentes, como a Les Requins Marteaux e Six pieds sur Terre, onde publica a série Plageman, Bouzard colabora regularmente com a imprensa, seja na revista Fluide Glacial, seja em publicações generalistas como o jornal Libération, onde publicou uma tira diária sobre futebol em 2006.

Convidado pelo editor Philippe Osterman, da Dargaud, para criar um “Lucky Luke de autor”, por ocasião do 70º aniversário do cowboy que dispara mais rápido do que a própria sombra, Bouzard, mesmo não sendo fã de westerns, deu tão boa conta do recado que se tornou uma presença habitual neste tipo de homenagens, como atesta a sua participação nos álbuns colectivos Spirou défenseur des droits de l’homme, Tribute to Popeye, La galerie des gaffes, (homenagem a Gaston Lagaffe) e Mickey All Stars.

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