Jogos: Picross S Capcom Classics Edition e Picross S SNK Classics & Neo Geo Edition – Análise
Picross encontra lendas dos arcades em duas edições crossover recheadas que celebram o domínio dos puzzles com o estilo clássico da Capcom e da SNK.

Jogo: Picross S Capcom Classics Edition e Picross S SNK Classics & Neo Geo Edition
Disponível para: Nintendo Switch , Nintendo Switch 2
Versão testada: Nintendo Switch 2
Desenvolvedora: Jupiter
Editora: Jupiter

Picross S Capcom Classics Edition e Picross S SNK Classics & Neo Geo Edition parecem, no papel, “apenas” mais Picross. Na prática, são autênticas homenagens à história dos arcades, envoltas em alguns dos pacotes de nonogramas mais completos que a Jupiter alguma vez lançou.
Ambas as edições partilham a mesma estrutura robusta: uma quantidade massiva de conteúdo que abrange Picross clássico, Mega Picross, Color Picross, Clip Picross, Piece Puzzles e um conjunto de fases Extra de grandes dimensões que testam tanto a resistência como a lógica. Os números são generosos até ao ponto do exagero, e isso é um elogio. É comida de conforto para veteranos dos puzzles: familiar, satisfatória e cozinhada no ponto certo.
O verdadeiro destaque está no cruzamento de universos. Em vez de pixel art abstracta, cada grelha resolvida desbloqueia personagens e cenas icónicas. Do lado da Capcom, o foco recai em Ghosts ’n Goblins, Mega Man e Street Fighter II; já o universo da SNK aprofunda-se em King of Fighters, Metal Slug, Samurai Shodown e algumas escolhas obscuras. Se alguma vez alimentaste uma máquina Neo Geo com moedas, a nostalgia acerta imediatamente.
A adição que mais se destaca é o Time Attack. Trinta puzzles, temporizadores rigorosos e penalizações por erros dão ao Picross uma inesperada dose de adrenalina. A versão da SNK vai ainda mais longe, apresentando o modo como se fosse uma arena de combate, com personagens a executar golpes em segundo plano. É um pequeno toque, mas funciona. De repente, Picross parece competitivo, até stressante, no bom sentido.
O Color Picross rouba a cena a nível visual. Completar estes puzzles revela sprites animados, fazendo com que os tabuleiros a preto e branco pareçam algo simples por comparação. A nova galeria de arte é um extra bem-vindo, sobretudo na edição SNK, embora a selecção saiba a pouco, tendo em conta a enorme história representada.
Existem pequenos percalços. Os loops musicais podem tornar-se irritantes em sessões longas, os nomes das faixas continuam ausentes e nem toda a gente reconhecerá todas as referências retro. Os controlos por rato na Switch 2 são suportados, mas, estranhamente, não estão presentes na versão de teste.
Ainda assim, o veredicto é claro. Para fãs incondicionais de Picross com um fraquinho por lendas dos arcades, estas edições são obrigatórias. Para amantes de puzzles sem apego à nostalgia, as entradas regulares da série Picross S continuam a ser mais do que suficientes.
Nota: 8,5 / 10
Um pequeno ser com grande apetite para cinema, séries e videojogos. Fanboy compulsivo de séries clássicas da Nintendo.



