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Jogos: MLB The Show 26 – Análise

MLB The Show 26 é basebol refinado que joga de forma brilhante, mas fica preso num ciclo confortável.

MLB The Show 26

Jogo: MLB The Show 26
Disponível para: PlayStation 5, Nintendo Switch, Xbox Series
Versão testada: PlayStation 5
Desenvolvedora: Sony Interactive Entertainment San Diego Studio
Editora: PlayStation Studios

MLB The Show 26


MLB The Show 26 entra em campo com a confiança de um veterano, faz um swing limpo, acerta em cheio, e acaba praticamente no mesmo sítio do ano passado. Isso não é um fracasso, longe disso, mas define bem a experiência. Continua a ser a simulação de basebol mais autêntica do mercado, embora raramente surpreenda.

Dentro de campo, tudo continua extremamente sólido. O novo sistema “Bear Down Pitching” é facilmente a melhor adição mecânica dos últimos anos, introduzindo um ciclo de risco-recompensa que finalmente dá mais peso ao contexto de cada lançamento. Guardar arremessos de alta precisão para momentos decisivos cria uma tensão que a série nem sempre conseguiu atingir. É subtil, mas faz diferença. Já o “Big Zone Hitting” convence menos. Simplifica o indicador de cobertura do prato em zonas maiores, reduzindo a exigência técnica. Há mais bolas em jogo, sim, mas menos momentos em que a mestria se sente verdadeiramente recompensada.

MLB The Show 26

Nota-se também uma aposta crescente na simulação realista. As taxas de utilização dos lançamentos refletem dados reais, tornando certos arremessos mais difíceis de controlar se forem raramente usados. É um detalhe inteligente que valoriza quem percebe o desporto. Ainda assim, outras novidades, como o áudio PitchComm no comando DualSense ou o efeito de profundidade de campo ao bater, soam mais a polimento do que a evolução significativa.

Fora do campo, a experiência torna-se mais irregular. O modo Franchise introduz o Trade Hub, e aqui há mérito: negociar jogadores passa a ser quase um mini-jogo com dinâmica própria, mais próximo de um sistema de trocas com sabor a RPG do que de folhas de cálculo aborrecidas. Mas a ausência de funcionalidades há muito pedidas, modos de gestão pura, simulações mais profundas, transferência de saves, continua difícil de justificar. A remoção de March to October reforça a sensação de que estamos perante um passo lateral.

MLB The Show 26

O Road to the Show continua a procurar identidade. A integração do percurso universitário é bem-vinda, mas superficial, funcionando mais como prólogo do que como jornada completa. Já o Smart Sim é uma adição acertada, equilibrando progressão estatística com momentos-chave jogáveis. O problema está na apresentação: animações rígidas, narrativa praticamente inexistente e tecnologia de digitalização facial claramente ultrapassada.

A Diamond Dynasty mantém-se como o centro gravitacional do jogo. Em termos de conteúdo, é enorme, com forte integração do World Baseball Classic, mas traz compromissos. O novo sistema Parallel Mod adiciona estratégia real à evolução das cartas, mas a economia tornou-se mais restritiva. O limite de 20 cartas iguais altera profundamente estratégias antigas, e as vantagens das edições Deluxe criam desequilíbrios no jogo competitivo. Não é descaradamente pay-to-win, mas aproxima-se mais do que devia.

Visualmente, o jogo é competente, mas pouco ambicioso. A iluminação e a física dos equipamentos cumprem, mas o conjunto geral pouco evoluiu desde a era PS4. O público parece pouco detalhado, há aliasing visível e a ausência de melhorias específicas para a PS5 Pro levanta questões. O comentário continua fluido e bem montado, embora repetitivo. Online, funciona, até deixar de funcionar, com problemas de latência e bugs ocasionais a quebrarem o ritmo.

MLB The Show 26

Resta concluir que, MLB The Show 26 é uma simulação polida e confiante, que sabe exactamente o que é, mas talvez por isso, se sinta confortável demais com isso.

Nota: 7.5/10

António Moura

Um pequeno ser com grande apetite para cinema, séries e videojogos. Fanboy compulsivo de séries clássicas da Nintendo.

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