Jogos: Disintegration – Análise

Numa altura em que os jogadores procuram novas e diferentes experiências, eis que Marcus Letho, co-criador da popular série Halo, director da V1 Interactive, juntou uma pequena equipa de 30 desenvolvedores para criarem Disintegration, um First-Person Shooter (FPS) com elementos de Real-Time Strategy (RTS), num universo de ficção cientifica.

Em Disintegration, assumimos o papel de Romer Shoal, um ex-piloto em comando de um pequeno grupo de resistentes, que lutam contra Rayonne, que está disposto a eliminar todos os vestígios da vida humana como a conhecemos. Neste mundo, os humanos podem transferir a sua consciência para um corpo robótico, e cabe a Romer e aos seus amigos defenderem-se dos seus inimigos, enquanto tentam manter o resto da humanidade que lhes pertence no interior.

Desde inicio que este híbrido entre géneros se mostra um pouco intimidante, sendo uma abordagem nova e única perante ambos géneros. Durante as missões, comandamos um pequeno grupo de soldados, competentes durante as batalhas, enquanto que existe uma enorme liberdade nas diversas formas que podemos jogar. Para alguns, comandar as tropas e dar um apoio aéreo poderá oferecer algumas vantagens tácticas, mas aqueles que preferem o combate frontal, também terão uma experiência igualmente satisfatória, podendo misturar com muita facilidade ambas abordagens e adaptar aos acontecimentos presentes, sem que isso comprometa o grande objectivo.

A quantidade de ordens que podemos dar aos soldados, embora limitada, força-nos a ser mais tácticos e criativos durante os combates, ao qual se podem juntar outros desafios ambientais, como raios electromagnéticos a cada 5 minutos, que nos obriga a avançar com cautela, mas sempre em frente.

Por outro lado, o nosso veículo Gravcycle, acaba por mostrar algumas das suas limitações à medida que vamos prosseguindo na história e as diversas missões, sobretudo para aqueles que gostam de estar no meio da acção. Enquanto que podemos ir apanhando upgrades para aplicar na nossa oficina, apenas acessível entre missões, estas permitem a possibilidade de fazer algumas alterações ao nosso equipamento, tornando as coisas muito mais interessantes quando adicionamos armas mais poderosas nas nossas mãos.

Existem algumas semelhanças naturais com Halo, desde do design de níveis, à própria história do jogo, algo que não é mau, já que este utiliza e explora de forma inspirada alguns dos melhores elementos da popular série da Microsoft, com as suas reviravoltas que dão outro sabor às experiências. Entretanto, a qualidade do jogo é soberba, desde dos gráficos acima da média, aos mecanismos criados, tendo aqui o pacote completo, onde é importante realçar o tamanho reduzido da equipa, quando comparado com outras, conseguiram entregar algo genuinamente incrível.

O modo multiplayer dá-nos acesso a uma variedade de equipas diferentes, prontos para irem para os campos de batalha dos diversos modos disponíveis, cada uma com as suas vantagens e desvantagens, que podem fazer a diferença durante os combates.

Com isto, Disintegration é um feito de qualidade incrível pela V1 Interactive, que compuseram um jogo divertido de jogar e oferecer algo novo dentro de dois géneros distintos. Fora alguns aspectos que poderiam ser polidos, de um modo geral, temos um jogo capaz e interessante para cativar os fãs de jogos de acção.

Nota Final: 7.5/10

Disintegration já está disponível para PC (Steam), PlayStation 4 e Xbox One (versão testada).

Ricardo Du Toit

Fã irrepreensível de cinema de todos os géneros, mas sobretudo terror. Também adora queimar borracha em jogos de carros.

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