Jogos: Análise – Ghostrunner

A moda dos mundos futuristas têm trazido alguns jogos interessantes, desde do tão aguardado Cyberpunk 2077, ao universo de Cloudpunk, eis que chega uma das propostas indie mais emocionantes do ano, com Ghostrunner.

Encarem a pele de uma personagem sem nome, enquanto sobem a Torre Dharma, o último abrigo da humanidade, após uma catástrofe que acabou com o mundo, onde terão que confrontar Mara, a Mestre das Chaves, que governa uma metrópole em vossa busca.

Ao bom estilo de hack ‘n slash em primeira pessoa, com uma grande componente de parkour virtual, o maior ponto de Ghostrunner é a sua dificuldade acrescida, onde morrer centenas de vezes para passarem a fase de um nível, é algo que terão que se acostumar. Na verdade, nem sempre vão conseguir tudo à primeira e morrer tanta vez acaba por se tornar numa frustração diferente, já que o jogo permite voltarmos ao lugar em meros segundos, para voltar a tentar, sem loadings or algo do género; esperando que aprendemos com os nossos erros ou que procuremos outras soluções ao problema.

Como se não chegasse, assim que começam a apanhar o jeito e as formas que os inimigos vos atacam, o jogo atira-vos mais um novo desafio pela frente, que não param até que fiquem ao limite. Nem sempre vão vencer, mas após matarem todos os pontos vermelhos no radar, a sensação de satisfação é inigualável, como a de alívio que o perigo tenha chegado ao fim, por agora.

Ao longo de quase duas dezenas de níveis, entre o mundo real e o mundo virtual, poderão personalizar alguns dos poderes extra que o vosso Ghostrunner irá receber e ajustar certos aspectos ao vosso estilo de jogo. Preferem poder explodir com os vossos inimigos a uma distância mais longa, do que controlar várias mentes ao mesmo tempo? Feito!

O que nos espera são cerca de 8 a 15 horas de jogo, onde voltarem a repetir níveis para ir à procura dos coleccionáveis, desde itens com história, a mensagens de áudio que acrescentam detalhes a uma narrativa bastante intrigante, a novas e diferentes espadas, que servem para derramar mais sangue com estilo.

Enquanto que a história em si não seja inteiramente imersiva, é decente o suficiente para nos dar um motivo para continuar a estar atentos ao que se passa neste mundo, mostrando o foco na sua jogabilidade intuitiva, da qual é recomendada o uso de um comando, que facilitam as combinações de botões, mantendo a dificuldade natural à qual Ghostrunner foi intencionado jogar. Também vale a pena destacar a incrível banda sonora, que nos acompanha nas nossas aventuras mortais.

Assim, Ghostrunner é uma gema que vale a pena experimentar. Enquanto que jogadores mais casuais poderão não se sentir confortáveis com a abordagem do jogo, os restante irão encontrar um verdadeiro desafio, que irá testar não só a vossa paciência, como a forma que olham para o mundo, ao qual não falta muita violência, repleta do estilo colorido cyberpunk, que tanto adoramos.

Nota Final: 9/10

Ghostrunner está disponível para PC (versão testada) (Steam) (Epic Games Store) (GOG), Xbox One, PlayStation 4 e Nintendo Switch.

Ricardo Du Toit

Fã irrepreensível de cinema de todos os géneros, mas sobretudo terror. Também adora queimar borracha em jogos de carros.

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