Dragon Ball vols. 1 ao 8

Confesso que estou a seguir com entusiasmo, pela primeira vez, a saga Dragon Ball, através das edições nacionais da ASA. Sou ainda da geração da primeira vez que o anime passou na televisão portuguesa. Vi mesmo o primeiro episódio de sempre por um acaso, quando estava a lanchar. Mas achei aquilo muito estranho. Ao início fiquei contente por ver uma nova série de animação na programação, mas achei aquilo tudo muito estranho.
Quando a Bulma pegou numa metralhadora e começou a disparar sobre um puto (Son Goku), pensei para mim “Que raio é isto?!?!”. E acabei por nunca seguir a série.

Mas Dragon Ball acabou de ser um sucesso nunca visto em Portugal. Nem antes nem depois disso. Foi incrível! Tentei entrar na série várias vezes, mas não percebia nada do que se passava e por isso desisti sempre. Então aqueles combates que deveriam ser de 5 minutos, durarem 4 episódios de 20 minutos cada, é que nunca percebi.

Entretanto o ano passado começou a sair a série em manga e em português, e resolvi dar-lhe uma oportunidade. A verdade é que realmente Dragon Ball é muito divertido. Acção e humor têm aqui um casamento perfeito, e os desenhos de Akira Toriyama estão perfeitos para o clima criado.
Akira tem, no entanto, a meu ver, um problema com timings de acção. Alguns dos vilões que vão aparecendo têm demasiado “tempo de antena” e outros mais poderosos são derrotados com demasiada facilidade. Fico com a ideia de que o autor ia escrevendo a história à medida que ia desenhando, pois notam-se alguns desequilíbrios nessa área.

Fiquei também bastante agradado com a tradução/adaptação portuguesa. Sabia de antemão que a tradução nacional era feita sob a tradução inglesa. Mas eu não sou purista. Gosto é das coisas bem feitas, e a tradução está bem concretizada.

Em relação ao formato da edição, nem tudo é rosas. O papel branquinho e o contraste com os bons negros da impressão é algo excelente, no entanto o livro é um pouco pequeno com uma lombada demasiadamente forte. Temos de fazer bastante força para abrir e poder ler os balões mais chegados à espinha do livro.

A legendagem é que é muito irregular. Penso que deve haver muitas pessoas a trabahar na legendagem, se calhar até várias por livro. A fonte está sempre a sofrer alterações, quer de tamanho, espaçamento e de entrelinhamento, sem necessidade nenhuma.
E há livros com uma legendagem bem melhor do que outros.
Por exemplo, o oitavo volume está péssimo neste aspecto.
No final, nota bastante positiva para esta série que já vai em 10 volumes.

Hugo Jesus

Hugo Jesus

Co-criador e administrador do Central Comics desde 2001. É também legendador e paginador de banda desenhada, e ocasionalmente argumentista.

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