Crítica – Sonic: O Filme

O desenvolvimento da primeira aparição de Sonic no grande ecrã é uma algo atribulada, com voz de milhares de fãs por todo o mundo a forçar a produção a rever a animação inicial do ouriço azul favorito de todos e, consequentemente, adiado três meses da sua data de estreia inicial. As coisas parecem ter sido corrigidas, e finalmente podemos dar as boas-vindas a Sonic: O Filme.

Sonic (na voz de Ben Schwartz) é enviado para o nosso planeta Terra, em busca de refúgio, acabando por viver escondido na sua caverna na pequena cidade de Green Hills. Num dia frustrante, Sonic acaba por causar uma enorme queda de energia, com o governo a chamar um especialista para investigar este caso tão estranho: Dr. Robotnik (Jim Carrey). Sonic, agora em fuga, acaba por conhecer o humano Tom (James Marsden), que lhe ajuda a fugir e derrotar o psicótico Doutor, que apenas quer se aproveitar dos seus poderes para melhorar a sua tecnologia.

Primeiramente, é importante referir que a reconstrução da animação de Sonic, que agora apresenta mais semelhanças que a sua versão original, acrescenta muito a várias cenas em que aparece, dando-lhe um ar mais juvenil e cheio de energia; fazendo valer a pena todo o trabalho que a divisão de Vancouver da Moving Picture Company fez, sendo ela a mesma responsável pelos efeitos visuais em diversos blockbusters como O Rei Leão e a vencedora de um Óscar em A Vida de Pi, acabando por fechar portas em Dezembro do ano passado.

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Carregado com um grande sentido de aventura, Sonic e Tom viajam até São Francisco, criando um elo de ligação entre duas espécies que têm muito a descobrir com um e o outro. Por vezes, estas interações têm uma tendência em cair para um lado infantil, sem grandes consequências no produto final, este repleto de momentos de comédia. Estes momentos vêm, sobretudo, de Jim Carrey, que aos 58 anos ainda mostra ser um ícone do cinema, com as suas intervenções.

Assim, Sonic: O Filme apresenta-se como uma verdadeira oportunidade de expandir para o cinema o universo criado pela SEGA e que há quase 30 anos, faz parte do nosso imaginário. O filme, apesar de contar uma narrativa algo básica mas perfeitamente sustentável para introduzir a personagem a um novo público, é sólido o suficiente para garantir uma boa sessão no cinema. Por cá, não nos importaríamos de ver outras figuras do universo de Sonic a dizerem olá ao cinema.

Nota Final: 6/10

Ricardo Du Toit

Fã irrepreensível de cinema de todos os géneros, mas sobretudo terror. Também adora queimar borracha em jogos de carros.

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