Cinema: Crítica – Rastejantes (2019)

Corria o Verão de 1997 quando Jennifer Lopez era uma das jovens promessas do cinema e protagonizou vários filmes que mereciam a sua atenção. Este Verão era especial, com a estreia de Anaconda, um filme sobre uma cobra assassina e os humanos que tinham que sobreviver os seus ataques. Era um momento especial para o cinema, pois apesar de filmes com répteis assassinos não serem novidade, tinham agora chegado ao auge do entretenimento, oferecendo emoções imediatas. Como esperado, o género prosseguiu o seu caminho natural ao virar do milénio, até uma multitude de produtoras, mais notoriamente The Asylum, cuja se especializou em fazer cinema com todo o tipo de animais, desde cobras, dragões, e os mais rentáveis de todos, tubarões.

O que nos traz até aqui, com a estreia de Rastejantes em 2019, um filme que, por razões que ninguém consegue bem compreender, quer nos levar por um caminho nostálgico, onde desta vez temos que ter cuidado com os crocodilos e acartar com as consequências do aquecimento global.

Haley Keller (Kaya Scodelario) é uma nadadora profissional com problemas em atingir os seus objectivos desportivos. A sua irmã Beth (Morfydd Clark) pede-lhe para ir ver o pai, Dave (Barry Pepper), quando um furacão de categoria 5, o mais grave de todos, está prestes a arrasar a sua pequena cidade. Contra tudo e todos, Haley encontra o seu pai ferido em casa, mas vê-se encurralada por crocodilos com fome.

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Se por momentos pensam que voltamos atrás no tempo ou que o canal SyFy de repente quer mostrar os seus filmes no grande ecrã, ninguém vos irá censurar. De facto estamos perante uma narrativa que podemos esperar dum filme deste género, onde animal e humano estão frente a frente.

Tal como Anaconda, temos uma feminina forte, disposta a defrontar os crocodilos de dentes afiados e um grande apetite, algo que torna Rastejantes no derradeiro filme pipoca, onde nada é para ser levado com seriedade. Isto é aparente pela constante falta de consistência e consideração dos ferimentos que Haley sofre nas mãos (ou melhor, dentes…) dos crocodilos e ainda assim nadar como se fosse uma campeã olímpica, em fuga para a sua salvação.

Com isto, Alexandre Aja, que realizou anteriormente Piranha 3D, outro filme onde os peixes são maus para as pessoas, traz para o grande ecrã algo a roçar o terrível, onde a sobrevivência do espectador depende na esperança que as coisas acabem por dar uma volta diferente e original, algo que, infelizmente, não acontece.

Assim, recomendo ficarem em terra firme e longe do pântano, pois Rastejantes não apresenta nada que não possam ver durante uma madrugada, onde Sharknado parece ser a melhor ideia para um serão nocturno.

  • Rastejantes estreia a 11 de julho nos cinemas.

Nota Final: 2/10

 

Ricardo Du Toit

Fã irrepreensível de cinema de todos os géneros, mas sobretudo terror. Também adora queimar borracha em jogos de carros.

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