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Cinema: Crítica – Socorro!

O lendário Sam Raimi regressa com Socorro!, o seu novo thriller que leva Rachel MacAdams e Dylan O’Brien a sobreviverem numa ilha sozinhos.

Sam Raimi é considerado um dos grandes cineastas de género que actualmente ainda faz filmes, com obras como A Noite dos Mortos-Vivos, a trilogia dos anos 2000 de Homem-Aranha, ou o aterrador Até ao Inferno, a serem celebradas por diversos grupos de fãs. O seu trabalho de produção também tem visto muita actividade com Umma e Não Respires a valerem o destaque. Depois do seu regresso aos super-heróis da Marvel com Doutor Estranho no Multiverso da Loucura, eis que o mesmo traz-nos um thriller emocionante com Socorro!

Seguimos a vida de Linda Liddle (Rachel McAdams), uma trabalhadora dedicada no departamento de Planificação e Estratégia numa empresa corporativa. Quando Bradley Preston (Dylan O’Brien) é apontado como o novo CEO, Linda exige a sua promoção, mais que merecida. Mas durante um voo privado para a Tailândia, o avião acaba por se despenhar numa ilha, com Linda e Preston a terem que fazer tudo para sobreviver juntos, até alguém os salvar.

Numa era moderna onde as redes sociais são usadas para expor as práticas abusivas por parte de alguns chefes corporativos, este filme personifica um cenário de absoluto extremo, mas que entretém muito, focado no quão estas personagens têm um desdém uma pela outra, e serem forçados a colocarem isso de lado em nome da sua sobrevivência. Por outro lado, rapidamente percebemos que as suas intenções entre ambos poderá não ser a melhor, ao longo de uma história que se torna num jogo de caça, com reviravoltas surpreendentes, mas sobretudo, muita mesquinhez.

Raimi apresenta-nos um thriller que tem um pouco de tudo, com momentos cómicos, a outros que demonstram as habilidades de sobrevivência destes dois. É quando ele decide elevar em crescendo a parte de terror, que demora o seu tempo a ficar no fundo, até ser o prato principal, que nos deixa inquietos até ao último momento. 

Muito disto é devido a Linda e Preston que têm duas formas diferentes de viver a vida, com também são os dois orgulhosos com as bussolas morais, que lhes coloca em diversas situações violentas e psicológicas. Acontece que o argumento demonstra alguma ambiguidade moral em duas pessoas que são incapazes de verem o plano maior de saírem da ilha, optando por recorrer ao ressentimento pessoal, e impedidos com um julgamento nublado. 

Assim, Socorro! chega como um dos grandes filmes adjacentes ao terror, onde temos o prazer de ver um dos frente-a-frente mais aguardados de sempre, que personifica o extremo daquilo que os destemidos das redes sociais fazem quando expõem práticas abusivas. Este filme é para aqueles que sonharam com o cenário de apanharem o chefe sozinho numa ilha.

Nota Final: 6/10

Ricardo Du Toit

Fã irrepreensível de cinema de todos os géneros, mas sobretudo terror. Também adora queimar borracha em jogos de carros.

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