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Cinema: Crítica – Morte no Nilo (2022)

Após Um Crime no Expresso do Oriente, chega um novo caso ao detetive Hercule Poirot em Morte no Nilo.

Realizado e protagonizado novamente por Kenneth Branagh, cujo está atualmente nomeado para 3 óscares pelo seu filme Belfast, a premissa é bastante direta.  Um grupo de indivíduos ricos vai de férias para o Nilo e surge uma morte entre eles. Poirot, seja por sorte ou pelo seu talentoso faro para prever assassinatos está presente e cabe-lhe identificar o culpado. 

Contudo, até chegarmos a este ponto mais empolgante da história e do qual o espetador terá mais interesse, passamos por uma 1ª hora incoerente e repetitiva onde conhecemos as várias personagens interpretadas por este elenco de luxo, em que a presença dos próprios atores é mais cativante do que as personagens que interpretam.  

Deste modo, uma grande parte deste início gera-se à volta do triângulo amoroso das personagens de Gal Gadot, Armie Hammer e Emma Mackey. Esta última ao levar com os pés, determina-se a persegui-los incessantemente sem se preocupar em esconder-se do casal protagonista, nem dos restantes passageiros e convidados na viagem ao Nilo. 

Hercule Poirot, está magicamente presente em todo este desenrolar e vê sempre mais do que o próprio espetador. O que pode ser algo surpreendente à primeira, mas a sua repetição torna-se enfadonha devido a não conseguirmos acompanhar o mistério ao seu lado e ser-nos sempre tudo oferecido num instante. Logo, é-lhe pedido para observar e conversar com esta stalker que como em todos os filmes do género é a principal suspeita após o assassino no cruzeiro do Nilo.

 

Por consequência, tal como no seu antecessor, Morte no Nilo tem a vantagem dos viajantes estarem presos num local em que ninguém confia em si mesmo e nem o espetador confia na sua maioria. A própria personagem Linnet (Gal Gadot) chega a mencionar a Poirot que não confia em nenhum dos seus convidados e tripulantes, mas mesmo assim convida-os para esta viagem, talvez pela vantagem social que eles lhe irão trazer, mas o mais provável é pela facilidade com que impulsiona esta premissa. 

 

Resta mencionar, que na sua totalidade, o filme consegue transmitir o poder monetário destas personagens, através das várias localizações que este nível de produção tem em que apesar de muitas vezes o CGI ser visível e demasiado brilhante, contém um glamour coerente com a fotografia e narrativa extravagante em que nos encontramos. 

Em suma, Morte no Nilo contém cenas repetitivas, embaraçosas e falhas no diálogo. Contudo, prende-nos sobretudo pelo protagonismo de Kenneth Branagh no papel do melhor detetive do mundo e pela atmosfera misteriosa num local adorado por muitos. 

Classificação: 6/10 

Tiago Ferreira

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