Cinema – Crítica: Mighty Oak

Mighty Oak

No Central Comics já vimos Mighty Oak, um filme sobre fé e música e que poderás ver no TVcine. Queres saber o que achamos? 

Mighty Oak é um filme sobre fé e música. Não há muito por onde fugir. Ao longo do filme é nos dito mil vezes o tema do filme de forma bastante explicita. Quando falo de fé, é uma fé de acreditar em magia e no poder da reencarnação, o que poderia tornar o filme interessante.

Passo a explicar o enredo do filme. Estamos perante um drama familiar, em que o ponto de partida é a morte de Vaughn (Levi Dylan), um prodígio da voz e da guitarra e irmão da nossa personagem principal, Gina (interpretada por Janel Parrish). Passado 10 anos e depois de se perder uma potencial banda de culpa da cena rock de San Diego, eis que aparece Oak (Tommy Ragen), um miúdo de 10 anos com uma capacidade assustadora de tocar guitarra, o que leva Gina a pensar que está perante a reencarnação de Vaughn.

Mighty Oak

Definitivamente parece que estamos a ver um filme “de domingo à tarde”, como aqueles que costumamos ver quando estamos a fazer zapping e infelizmente caímos num daqueles filmes que passa na Fox Life ao fim de semana. Portanto, podemos até ter bons atores e interpretações respeitáveis, mas, quando chegamos ao argumento parece que está tudo a descambar. Isto não seria um grande problema, se não fosse o facto de ser um lançamento da Paramount.

O que quero dizer com o parágrafo anterior é que estamos na presença de um elenco interessante (especialmente Janel Parrish que tem um papel bastante sólido) mas, ao mesmo tempo já adivinhamos metade do enredo e nem 15 minutos de filme se passaram. Além de que, a criação de pequenas histórias pelo meio é atroz. Tentam brincar com as emoções do espectador, usando a mãe de Oak (Alexa PenaVega), uma toxicodependente que tenta combater o seu vício. Se por um lado a atuação de PenaVega consegue dar um ou outro ponto de drama à trama, a realidade é que se a mesma não estivesse presente no filme ia dar tudo ao mesmo.

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Mighty Oak

Por outro lado, o aspeto musical é bastante interessante. Existem referências e referências a bandas reais e a verdade é que, os restantes membros dos Army of Love (compostos por Carlos PenaVega, Nana Ghana e Ben MIliken) dão um espetáculo bastante competente, além de se notar o quão geeks são em termos de música, tanto dentro como fora do papel. Realmente, apresentam-nos boas músicas e acabam por aumentar o nosso conhecimento musical de alguma forma através de uma banda sonora surpreendentemente boa.

Finalmente, gostaria de falar do realizador Sean Macnamara. Nota-se imenso a inspiração e a experiência que o mesmo traz na bagagem devido ao Disney Channel e às suas séries live-action. Como é possível num filme destes vermos quase sempre o mesmo cenário. Ou estamos na escola de Oak, ou em casa de Oak, ou no café. Chega a cansar estamos sempre a ver os mesmos cenários, às vezes apenas de ângulos diferentes.

Resta concluir que, em Mighty Oak temos um ou outro ator com uma representação sólida, um enredo matreiro, cheio de buracos, e um realizador atroz. Além disso temos um motivo para história que já foi visto e revisto imensas vezes. Portanto, temos aqui o verdadeiro filme de “domingo à tarde” com música decente.

Nota Final: 4/10

 

António Moura

Um pequeno ser com grande apetite para cinema, séries e videojogos. Fanboy compulsivo de séries clássicas da Nintendo.

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