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Cinema: Crítica – Godzilla vs. Kong (2021)

Um conto quase tão antigo como as duas personagens que desde que apareceram no cinema a preto e branco, pareciam estar destinadas a um grande confronto. Apesar que em 1962 tivemos direito a um primeiro encontro, o recente reboot dos universos de Godzilla e King Kong permitiu que um combate de proporções épicas acontecesse como nunca antes, em Godzilla vs. Kong, um filme realizado por Adam Wingard.

Depois dos eventos de Kong: Ilha da Caveira e Godzilla II: Rei dos Monstros, os monstros vivem em partes distintas do planeta, escondidos um do outro. Mas a possibilidade de descobrir um novo mundo dentro da Terra, faz com que exista um compromisso mortal, desencadeando os encontros mortais, onde apenas um poderá ser o alpha. Ainda que não existem muitas personagens conhecidas dos filmes anteriores, como Madison (Millie Bobby Brown), há um foco em introduzir um novo conjunto de outras, como o teórico de conspiração Bernie (Brian Tyree Henry), os cientistas Dr. Ilene Andrews (Rebecca Hall) e Dr. Nathan Lind (Alexander Skarsgård), que faz com que o filme seja, no fundo, uma novidade em certa parte.

Enquanto que a narrativa geral parece ser forçar ligeiramente um eventual encontro de titãs, quando se confrontam, essas são, definitivamente, as melhores partes deste filme; ainda mais se forem vistas num ecrã como o do IMAX, cujo tamanho adiciona uma nova dimensão à destruição que está diante dos nossos olhos. É de facto uma experiência entusiasmante. Infelizmente, o filme não é só feito de porrada, prosseguindo com uma narrativa que pouco justifica os acontecimentos e que não é capaz de sustentar a premissa paralela que quer oferecer.

As coisas pioram quando somos impingidos com um sub-plot repleto de intenções questionáveis vinda da parte da humanidade, incapazes de estarem quietos e com inveja de existirem seres mais poderosos que eles, sendo este o lado que mais arrisca estragar tudo o que os filmes anteriores construíram como um universo minimamente partilhado entre eles; mesmo não sendo da dimensão que um universo da Marvel, os quatro filmes mantêm uma linha concisa entre as obras, demonstrando logo desde do inicio que o seu objectivo final é mesmo este encontro.

Dito isto, Godzilla vs. Kong é grande, ele é mesmo gigante, principalmente quando estão frente-a-frente. Do outro lado, estão os humanos que nada aprenderam com a experiência prévia de terem enfrentado estes monstros e que repetem erro atrás de erro, como se fosse da primeira vez que os vissem. Seria de esperar que a esta altura do campeonato percebessem que os misseis que disparam nada magoam estes monstros. Fora este detalhe, é um filme que merece ser visto no grande ecrã!

Nota Final: 6/10

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