Cinema: Crítica – Captive State – Cercados (2019)

Não será a primeira, nem sequer a última vez que os extraterrestres invadem a Terra, apoderando-o para várias finalidades, desde extinguir a raça humana, a governá-lo de forma que os seus recursos sejam maximizados. É com este último cenário que Captive State – Cercados, se guia, mostrando as consequências dum governo alienígena cooperativo pelos humanos.

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Num futuro próximo, extraterrestres invadem o nosso planeta, escravizando-o sob a mensagem de união, onde várias das capitais mundiais refletem em mudanças positivas. A taxa de desemprego é baixa, a extracção de recursos naturais na Terra multiplicaram por dez e o crime praticamente não existe. Acompanhamos Gabriel Drummond (Ashton Sanders), um jovem órfão que faz parte dum grupo de rebeldes, onde o seu irmão mais velho, Rafe (Jonathan Majors), fora um dos seus grandes líderes.

Após uma emboscada, acabando com a vida de todos os membros da célula, esperava-se que fosse o fim da rebeldia, mas o Detective William Mulligan (John Goodman) suspeita o contrário, perseguindo Gabriel até conseguir as respostas esperadas.

São vários os exemplos de onde este Captive State – Cercados se poderá ter inspirado, como os clássicos modernos Distrito 9, de Neill Blomkamp, ou Os Filhos do Homem de Alfonso Cuarón, a séries de televisão que apresentam cenários políticos semelhantes, como Colony. A sua abordagem de mostrar ambos os lados da moeda, neste caso particular, acabam por não resultar na totalidade, provocando uma mescla de ideias pouco aprofundadas.

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Ao vermos como é que a revolta vai acontecer, conhecendo novos rebeldes que esperam mudar o mundo, os oficiais governamentais, que acharam boa ideia passar a batata quente política para os alienígenas que só nos querem explorar, a quem está algures numa zona cinzenta; no fim, notamos uma grande inconsistência em como todas as peças se juntam. É com grande pena que as poucas vezes que vemos os ETs, não parecem ter sequer um quarto da inteligência necessária para governar seja lá o que for.

Se por um lado podemos aplaudir o escritor e realizador Rupert Wyatt por trazer uma história original, por outro a sua execução fica bastante aquém ao esperado, considerando que até realizou o sucesso Planeta dos Macacos: A Origem. Seja como for, é bom ver que o actor veterano John Goodman ainda tem muitas cartas para dar.

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Com isto, Captive State – Cercados mostra-nos uma realidade alternativa pouco passível de ser verdadeira, focada nos problemas sociais e políticos do lado humano, deixando no ar a ideia de como é que os visitantes intergalácticos conseguiram fazer tanto em tão pouco tempo sem grandes obstáculos. Devemos ser mesmo incompetentes…

  • Captive State – Cercados estreia a 28 de março de 2019

Nota Final: 4/10

Ricardo Du Toit

Fã irrepreensível de cinema de todos os géneros, mas sobretudo terror. Também adora queimar borracha em jogos de carros.

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