Cinema: Crítica – ‘Bora Lá (2020)

Nos últimos dois anos, a Pixar e a Disney apresentaram no grande ecrã duas sequelas altamente antecipadas, na forma de The Incredibles 2: Os Super-Heróis e Toy Story 4. A última vez que introduziram um novo conjunto de personagens foi no tão badalado Coco, mostrando que o estúdio de animação ainda consegue correr alguns riscos, que intercala com sucessos garantidos. Este ano a  Pixar aposta em dois filmes originais, sendo que o primeiro a estrear é ‘Bora Lá, de Dan Scanlon (Monstros: A Universidade).

O mundo como o conhecemos é habitado por criaturas místicas, onde a magia é substituída por avanços tecnológicos, até chegar a um tempo equivalente aos dias de hoje. Aqui, a magia é um elemento de histórias antigas, cuja credibilidade é considerada nada mais que contos de fadas.

Acabamos por conhecer Ian (Tom Holland), um rapaz que no seu 16º aniversáriotem a oportunidade de ver o seu pai falecido, mas apenas se ele conseguir dominar o bastão mágico e dizer o feitiço correctamente. Ian consegue mais ou menos concretizar a tarefa, ao convocar uma parte do seu pai: as pernas! Com um missão a cumprir, Ian e o seu irmão mais velho Barley (Chris Pratt), embarcam numa aventura inesquecível, onde  vão aprender o valor da família.

De todos os género que já vimos numa  em animação, jamais pensaríamos que um road movie, género  popularizado nos anos ’70, merecesse hoje uma atenção especial para este filme. Conseguimos completamente apreciar na íntegra, sendo o road movie  o ponto fulcral de ‘Bora Lá. Deste modo, podemos contar com uma narrativa que nos leva a explorar um mundo novo, com personagens que têm um objectivo de grande importância e uma carrinha fenomenal, que os levará ao destino!

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Também podemos contar com a Pixar a puxar os cordelinhos do costume, no que toca a uma relação parental, que cria uma grande empatia à volta de Ian e o seu sentido de cumprir o dever, tudo para que possa ter uma oportunidade de rever o seu pai. Os habituais momentos de grande emoção e muitas lágrimas à mistura estão garantidos! Felizmente, existem também muitos momentos de risos e gargalhadas, todas elas contribuem para uma construção sólida das personagens.

Assim, ‘Bora Lá mostra que a Pixar continua em boa forma e ainda é capaz de entregar um filme completamente novo sem qualquer tipo de problema. Todo o possível fanatismo que estará em volta do filme, e subsequente merchandising, será algo que vale a pena celebrar, tal como aconteceu com Coco, Up! – Altamente ou até mesmo com  À Procura de Nemo, há pouco menos de duas décadas. Resta esperar se iremos voltar a ver o mundo mágico de New Mushroomton.

Nota Final: 8/10

Ricardo Du Toit

Fã irrepreensível de cinema de todos os géneros, mas sobretudo terror. Também adora queimar borracha em jogos de carros.

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