Dynasty Warriors: Origins – O DLC e a versão Nintendo Switch 2
Dynasty Warriors: Origins: Visions of Four Heroes expande a era dos Três Reinos com histórias “E se…”, enquanto a versão Nintendo Switch 2 do jogo base finalmente faz a sua entrada.
Dynasty Warriors: Origins: Visions of Four Heroes – Mais do que um DLC
Dynasty Warriors: Origins: Visions of Four Heroes não é um simples complemento. Trata-se de um DLC com peso e intenção, uma afirmação clara da confiança da Omega Force na direcção renovada da série, ao mesmo tempo que satisfaz os fãs de longa data que procuram experimentação narrativa.
Jogo: Dynasty Warriors: Origins: Visions of Four Heroes
Disponível para: PC, PlayStation 5, Xbox Series
Versão testada: PC
Desenvolvedora: Omega Force
Editora: Koei Tecmo
No seu núcleo, o DLC introduz quatro cenários “E se…” centrados em Zhang Jiao, Dong Zhuo, Yuan Shao e Lu Bu. Não são histórias de enchimento. Reinterpretam figuras bem conhecidas através de desfechos alternativos, colocando questões incómodas sobre ambição, fé e poder. O arco de Lu Bu, em particular, beneficia desta liberdade, apresentando-o como algo mais do que mera força bruta envolta em traição. A escrita é mais concisa do que o esperado e, embora não reescreva a História, dobra-a o suficiente para parecer fresca.
O combate, como sempre, é o grande destaque. O Arco e o Dardo com Corda são adições relevantes, e não simples truques. O Arco recompensa a consciência espacial e o controlo de multidões a média distância, enquanto o Dardo com Corda privilegia mobilidade e precisão, puxando oficiais para fora das formações com intenção cirúrgica. Ambas as armas integram-se de forma natural na fórmula 1 contra 1.000, e isso é fundamental.
Os sistemas existentes também recebem melhorias inteligentes. Novas Artes de Batalha, limites de atributos expandidos e painéis de habilidades adicionais elevam subtilmente o tecto de mestria sem sobrecarregar o jogador. O novo modo Campo de Treino merece uma menção especial, é um ambiente controlado, pensado para a aprendizagem e o aperfeiçoamento, não para o caos, e resulta.
Novos companheiros como Zhuhe e Diaochan acrescentam flexibilidade táctica e textura narrativa, embora o misterioso novo oficial esteja claramente posicionado como isco para uma sequela. Ainda assim, é um isco eficaz.
Visions of Four Heroes respeita o legado de Dynasty Warriors enquanto impulsiona a sua identidade moderna. É confiante, substancial e surpreendentemente ponderado.
Nota: 8,5/10
Dynasty Warriors: Origins (Nintendo Switch 2) – Combates portáteis
A chegada de Dynasty Warriors: Origins à Nintendo Switch 2 parece menos um compromisso e mais um reajuste. Esta abordagem renovada ao Romance dos Três Reinos chega com segurança, mesmo no hardware híbrido da Nintendo, e prova que a escala continua a ser importante nos jogos Musou.
Jogo: Dynasty Warriors: Origins
Disponível para: Nintendo Switch 2
Versão testada: Nintendo Switch 2
Desenvolvedora: Omega Force
Editora: Koei Tecmo
O desempenho é o grande destaque. Na Switch 2, Origins corre a 30 fps estáveis, e essa estabilidade é crucial quando se está a atravessar literalmente milhares de inimigos. Existem alguns ajustes gráficos menores em comparação com a PS5, Xbox Series ou PC, texturas ligeiramente mais suaves, efeitos menos agressivos, mas são subtis. Na prática, posiciona-se confortavelmente ao lado de algo como Hyrule Warriors: Age of Imprisonment. As diferenças só se notam se forem procuradas activamente.
A verdadeira mudança vem da portabilidade. Dynasty Warriors sempre foi uma série baseada na repetição, no ritmo e na memória muscular. Poder entrar num campo de batalha em grande escala em qualquer lugar redefine a experiência. Sessões curtas tornam-se viáveis, e o grind de armas ou encontros secundários torna-se muito menos exigente. Esta versão respeita o tempo do jogador, mesmo quando lhe pede para derrotar dezenas de milhares de soldados.
A nível narrativo, Origins cumpre o que promete, uma reinterpretação completa do início da era dos Três Reinos através dos olhos de um novo protagonista, o Guardião da Paz. O foco numa única personagem principal simplifica a progressão e dá espaço aos sistemas de combate para respirarem. Domínio de armas, Artes de Batalha, aparos, esquivas, tudo se constrói de forma clara, sem sobrecarregar os novos jogadores.
O combate continua a ser a estrela. Os duelos um contra um com oficiais são tensos e técnicos, enquanto o controlo de multidões mantém a habitual fantasia de poder. O equilíbrio entre espectáculo e controlo é bem conseguido, mesmo com as limitações do hardware.
Pode não ser a versão mais vistosa de Origins, mas poderá muito bem ser a mais flexível, e isso conta bastante.
Nota: 8,5/10
Um pequeno ser com grande apetite para cinema, séries e videojogos. Fanboy compulsivo de séries clássicas da Nintendo.







