Cinema: Crítica – Superman (sem spoilers)
O último filho de Krypton regressa aos cinemas para mais uma sensacional aventura, neste filme que promete ser o início de um novo universo cinematográfico da DC.
Um novo começo para Kal-El
Superman apresenta-nos Kal-El, o icónico herói da banda desenhada, em início de carreira.
O mais forte meta-humano de sempre procura fazer da Terra um local mais seguro. Mas a sua jornada não será fácil, já que tem de partilhá-la com o malévolo e genial Lex Luthor, determinado a provar a sua superioridade intelectual.
Pelo caminho, o filme introduz-nos várias facetas deste novo mundo, repleto de heróis, ameaças e esperança. É uma memorável aventura, que mostra que o maior poder de Clark Kent continua a ser a sua bondade.
James Gunn e o desafio de recomeçar o Universo DC
James Gunn assume o leme deste novo universo da DC, após o fim do anterior DCEU com Aquaman 2 em 2023.
Com um legado controverso nas mãos e fãs divididos, Gunn enfrenta o desafio de criar algo novo sem apagar por completo o passado.
Este reboot serve como ponto de partida para um universo mais coeso e com uma identidade própria — algo que muitos fãs ansiavam.
Um primeiro passo sólido
Apesar de não ser um início tão sólido como o da Marvel, Superman é um primeiro passo promissor.
O filme oferece momentos divertidos, boa ação e muita personalidade. As personagens do Planeta Diário são um destaque, provando que não é preciso super-poderes para ser herói.
Também os metahumanos aparecem de forma natural, mostrando que este universo está vivo, mesmo antes do início oficial.
Elenco e personagens
O elenco é, no geral, muito competente.
David Corenswet brilha como Superman, e Edi Gathegi como Mister Terrific é um destaque. Já Isabela Merced, como Hawkgirl, tem menos impacto, talvez por aparecer pouco.
Os capangas de Luthor também não deixam grande impressão.
Visualmente impressionante
O filme é rico em termos visuais: de Smallville à Fortaleza da Solidão, passando por Metropolis, há uma paleta vibrante que reforça a identidade visual que Gunn já demonstrou dominar.
Os efeitos especiais e o design de produção contribuem para a construção de um mundo coeso e cativante.

Algumas falhas de exposição
O principal ponto negativo está no diálogo expositivo, especialmente no início.
Por vezes, as personagens dizem coisas que já deveriam saber só para o público acompanhar, o que quebra um pouco o ritmo. Ainda assim, compreende-se o objetivo: nem todos conhecem bem este universo.
Muitos heróis… mas bem integrados
A presença de vários heróis poderá preocupar alguns fãs, mas todos estão bem integrados na narrativa.
Ninguém tira protagonismo ao Super-Homem, antes ajudam a construir o seu carácter e a mostrar porque é que ele é único.
Uma narrativa com impacto social
O filme toca ainda em temas importantes como o poder militar, o controlo mediático e o medo do “outro”. Estas mensagens poderão incomodar algumas audiências, mas estão bem enquadradas na história. No fundo, esta é uma história sobre fazer o bem, mesmo quando ninguém está a ver.
Conclusão
Superman (2025) é um recomeço corajoso e com coração para o universo DC.
Tem falhas, mas o saldo é muito positivo. Mais do que tudo, mostra-nos que ser-se bondoso pode ser o maior superpoder de todos.
Nota final: 8/10
Jovem dos 7 ofícios com uma paixão enorme por tudo o que lhe ocupe tempo.
Jedi aos fins-de-semana!



