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The King Is Watching — Olhó’ roooooooguelite!

The King Is Watching
The King Is Watching

O Central Comics deu uma olhada a uma das sensações do momento: The King Is Watching chegou e abalou o reino dos roguelites. Vamos ver a razão para tanto alarido.

Jogo: The King Is Watching

Disponível para: PC

Plataforma testada: PC

Estúdio: Hypnohead

Editora: TinyBuild

Sinopse de The King Is Watching

Desenvolve o teu castelo e protege-o a todo o custo. Mas atenção, nunca tires os olhos dos teus súbditos ou eles deixam de trabalhar para ir procrastinar… talvez ao ir jogar roguelites.

The King Is Watching é um roguelite tower defense com uma mecânica original, desenvolvido pela Hypnohead e distribuído pela TinyBuild.

Análise TLDR de The King Is Watching

Há mais roguelites no Steam que borbulhas nas caras dos Anjos e já é um pouco difícil encontrar títulos originais que me prendam a atenção durante mais do que um par de horas. Contudo, volta e meia, aparece um jogo que consegue romper com a norma e proporcionar uma experiência original. É o caso de The King Is Watching. Além do hook tradicional dos roguelites que nos puxam de volta para o jogo, este título apresenta uma mecânica fresca, simples e elegante que me conquistou.

Porém, nem tudo é perfeito no reino de The King Is Watching. Apesar de considerar este um excelente jogo, cada partida requer uma boa generosidade de horas lá passadas e, por muitos olhos que tenha, a progressão parece-me um pouco mais lenta que o ideal. Ainda assim, recomendo o jogo sem hesitação.

De olho no reino!

História de The King Is Watching

Apesar de repleto de humor bem conseguido, o mundo de The King Is Watching está a tornar-se um lugar perigoso e o reino está em risco. Cabe-nos a nós, enquanto reis, proteger o nosso castelo e o povo… o problema é que o povo é quase tão preguiçoso quanto os os reis, portanto, temos de estar sempre de olho nele para que as coisas aconteçam e o trabalho seja feito.

Bom humor!

Jogabilidade de The King Is Watching

Além do tradicional loop dos roguelites — com uma metaprogressão que avança e nos desbloqueia novos edifícios, poderes e outras vantagens com cada partida que jogamos — The King Is Watching senta-nos no trono de um castelo que temos de defender de vagas sucessivas de hordas de inimigos cada vez mais fortes, sendo que temos a oportunidade de escolher vagas adicionais a troco de mais vantagens. Ao fim de determinadas rondas, enfrentamos bosses que nos são revelados no início, de forma a podermos adaptar a nossa estratégia aos poderes específicos do inimigo que vamos enfrentar.

Até aqui, tudo bem e nada de propriamente revolucionariamente novo. No entanto, a mecânica verdadeiramente inovadora que jogo oferece é que, tal como o título indica, o rei tem de estar a olhar para os súbditos para que estes trabalhem. Ou seja, apesar de termos os castelo e todos os edifícios que construimos à nossa disposição espalhados por 16 quadrados (que podemos expandir até 25 na metaprogressão), estes só funcionam quando pousamos o nosso olhar, representado por uma grelha de 3 quadrados que podemos evoluir até 6 quadrados durante a partida ao investir ouro. Temos de ir movendo esta grelha para a pousar sobre o que queremos produzir: recursos, tropas e reforço de moral. Esta mecânica é superinteressante, já que abre uma nova vertente estratégica que também nos obriga a tomar decisões a mais curto-prazo e acrescenta intensidade à experiência de jogo.

Quanto ao combate, segue a linha tradicional dos tower defense, mas com tropas a assumir o papel de torres. O nosso castelo tem determinados pontos de vida que não podem chegar a zero, ou perdemos a partida. Para tal, temos de recrutar tropas de diversos tipos, que podemos conjugar de diferentes formas para conseguir as sinergias ideais para cada tipo de inimigo.

Gráficos e som de The King Is Watching

Os gráficos e o som não são, de todo, o ponto forte de The King Is Watching.

O estilo artístico baseia-se nos já saturados gráficos de píxeis. Não são feios e cumprem a sua função, mas, no vasto oceano de jogos com gráficos de píxeis, estes afundam-se.

Avalio o som de forma semelhante, se bem que consegue transmitir um pouco melhor as nuances humorísticas do título.

Não é feio, mas podia ser melhor.

Postas de pescada e um par de botas

Tal como uma nova pizaria que se torna popular ao fazer pizas de marijuana, não me parece coincidência que The King Is Watching se tenha tornado popular no seu género. Aliado ao já notoriamente hook dos roguelites, que nos faz voltar à pizaria… quer dizer, ao jogo… a mecânica original acrescenta uma camada de interesse que facilmente se destaca como principal elemento deste título.

Um reino esconde sempre os seus podres, que aos olhos de alguns podem não o parecer. Contudo, foram os meus três olhos os usados para testar o jogo, de modo que vou listar os seguintes como aspetos negativos: a metaprogressão é demasiado lenta, cada partida demora demasiado tempo (talvez 1 boss por partida em vez de 2 ajudasse, mesmo que se aumentasse a dificuldade) e os gráficos acabam por retirar um pouco à avaliação por transmitirem a sensação de que o jogo é utrassimples, o que não é verdade.

+++

Mecânica original, humor, hook característico dos roguelites.

Gráficos demasiado simples, metaprogressão demasiado morosa e partidas demasiado longas.

Metaprogressão podia ser um nadinha mais rápida.

Classificação: 7/10

Este é um título obrigatório na biblioteca de qualquer fã de roguelites e recebe a medalha de inovação pela mecânica original que apresenta. Ainda assim, alguns aspetos menos positivos impedem-me de atribuir uma classificação superior.

The King Is Watching está disponível no Steam a 14,99 €.

Para terminar, fica a dica indispensável: no estado em que os AAA andam no mundo do gaming, não se admirem de ver um soulslike lançado em breve com um preço de 90,00 €, em que o poder do herói ou da heroína é lançar raios pelo terceiro olho.

Gameplay The King Is Watching:

Trailer de The King Is Watching:

Gamer inveterado que não dispensa uma boa série e nunca diz ‘não’ a uma sessão de cinema… Com pipocas, se faz favor!

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